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Resultado de janeiro a novembro consta de 'prévia do PIB' elaborada pelo Banco Central – embora índice oficial seja calculado com método diferente

Economia brasileira cresceu no último ano de governo Michel Temer (MDB)
Marcos Corrêa/PR
Economia brasileira cresceu no último ano de governo Michel Temer (MDB)

A atividade da economia brasileira registrou crescimento de 1,38% no resultado acumulado dos 11 primeiros meses de 2018, de acordo com o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), divulgado nesta quinta-feira (17) pela instituição.

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Em novembro do ano passado, a economia brasileira registrou resultados 1,86% acima dos registrados no mesmo mês de 2017. Já em relação a outubro de 2018, o mês imediatamente anterior, a expansão foi de 0,29%, segundo dados ajustados ao período.

O IBC-Br é usado pelo Banco Central como uma forma de tentar antecipar o resultado do Produto Interno Bruto (PIB), que é calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e representa a soma de todos os bens e serviços produzidos no País, indicando a evolução econômica em dado período.

No entanto, o cálculo do índice é diferente do utilizado pelo IBGE para o PIB. O indicador do BC incorpora projeções para agropecuária, indústria, o setor de serviços e os impostos, ou seja, nem sempre os resultados do IBC-Br aproximam-se dos dados oficiais, que são divulgados e calculados pelo IBGE.

O Banco Central, inclusive, já se manifestou sobre essas diferenças, reiterando que "há que se ter cuidado nas comparações trimestrais do IBC-Br e o PIB ", e pedindo "cautela em comparações nos horizontes mais curtos", reforçando que as diferenças conceituais e metológicas causam as diferenças de resultados.

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Projeções para a economia brasileira em 2019

Economia brasileira deve seguir com a tendência de alta em 2019, indicam projeções do BC
Pixabay
Economia brasileira deve seguir com a tendência de alta em 2019, indicam projeções do BC

O Boletim Focus , relatório feito com participações de instituições financeiras e divulgado semanalmente pelo Banco Central, apontou em sua última edição, apresentada na segunda-feira (15) que o mercado espera crescimento do PIB neste ano.

O levantamento aponta que a soma de todos os bens e serviços produzidos no País deve ser 2,57% maior em relação ao ano de 2018, o que representaria o terceiro ano seguido de avanço do PIB após a recessão durante o governo de Dilma Rousseff (PT).

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Além disso, a expectativa é de que a inflação fique em torno de 4%; nas duas últimas divulgações, as projeções foram de 4,01% e 4,02%. O otimismo cerca a economia brasileira , apesar dos índices parecerem não ser tão expressivos.

*Com Agência Brasil

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