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Queda de 0,94% levou o combustível ao menor patamar registrado desde outubro de 2017; na quinta-feira (3), preço foi reduzido em 2,73%. Confira

Preço da gasolina nas refinarias foi reduzido em 0,94% pela Petrobras
Rafael Neddermeyer/ Fotos Públicas
Preço da gasolina nas refinarias foi reduzido em 0,94% pela Petrobras



A Petrobras reduziu, nesta sexta-feira (4), o preço da gasolina comercializada em suas refinarias. A queda, de 0,94%, é a segunda consecutiva e representa o menor patamar do combustível desde outubro de 2017.

Segundo a Petrobras, o preço da gasolina, que estava em  R$ 1,4675 nas refinarias, foi para R$ 1,4537. Na quinta-feira (3), a estatal já havia diminuido o valor  de R$ 1,5087 para R$ 1,4675, uma redução de 2,73%.

O corte do preço da gasolina anunciado pela estatal volta a acontecer após a  forte queda do dólar ante o real, um dos parâmetros utilizados pela empresa em seu sistema de reajustes. Além disso, o mercado internacional de petróleo e gasolina avançou na véspera.

Já o preço do diesel, que foi  aumentado em 2,5% no dia 31 de dezembro , desta vez foi mantido em R$ 1,8545. O reajuste se deu em consequência do término do programa federal de subsídio que havia sido estabelecido em junho, após o governo Temer fechar acordo com caminhoneiros para encerrar os protestos que paralisaram o país .

O programa determinava o congelamento do preço naquele mês a R$ 2,0316 por litro, tanto para a Petrobras quanto para outros agentes participantes do programa, como alguns importadores. As empresas que aderiram ao plano precisavam praticar preços estipulados pelo governo e passariam a ser ressarcidas em até R$ 0,30 por litro, dependendo do cenário de preços externos.

Política de preços da gasolina e do diesel nas bombas dos postos

O novo presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, tem como maior desafio melhorar a política de preços da gasolina e outros combustíveis
José Cruz/Agência Brasil
O novo presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, tem como maior desafio melhorar a política de preços da gasolina e outros combustíveis


Ontem (3), o economista Roberto Castello Branco assumiu presidência da Petrobras . Ele foi indicado para o cargo já no ano passado pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL) e substituiu Ivan Monteiro, que estava no comando da estatal desde 1º de junho de 2018

Um dos maiores desafios do novo presidente será lidar com as críticas direcionadas à política de preços dos combustíveis adotada pela Petrobras desde julho de 2017. De acordo com a metodologia, os reajustes podem acontecer mais frequentemente, inclusive todos os dias, e refletem os preços praticados nos mercados internacionais e a cotação do dólar. 

Em entrevista ao Estadão publicada em novembro, Castello Branco afirmou que essa política de preços “é um sinal do nosso atraso”. “Acho horrível se falar em política de preços. Não se vê política para carne e para arroz, por exemplo. O ideal é que tenhamos vários players [atores] de mercado e que cada um decida o que é melhor para seus clientes”, opinou o economista. 

Leia também: Os 27 nomes que compõem a equipe econômica de Paulo Guedes

Apesar de o valor cobrado pela Petrobras nas refinarias tenha recuado em 2018, o ano passado terminou em alta para o consumidor final, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, do Gás Natural e dos Biocombustíveis (ANP).

A agência diz que o preço médio do litro da gasolina nas bombas ficou em R$ 4,344 na última semana, e o do diesel, em R$ 3,451. A três dias do final de 2018, o acumulado do preço trazia alta de 5,97% e 3,75%, respectivamente.

Leia também: Por que a queda do preço da gasolina nas refinarias não chega aos postos?

A queda do  preço da gasolina  nas refinarias, portanto, não reflete diretamente na queda dos postos, e isso pode ser explicado pela longa cadeia produtiva, que envolve distribuidoras e os próprios donos de postos. Ainda no final do ano passado, foi notado pela ANP aumento dos lucros das distribuidoras sobre as quedas nas refinarias, o que explica as reduções não chegaram às bombas. 


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