Tamanho do texto

Resultado positivo foi puxado pelo comércio e pelos serviços, os únicos a criarem empregos no período; em relação a outubro, crescimento é de 1,61%

A geração de empregos formais em novembro, porém, não foi homogênea em todos os setores da economia
Shutterstock
A geração de empregos formais em novembro, porém, não foi homogênea em todos os setores da economia

O Brasil gerou 58.664 empregos formais em novembro, segundo dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) divulgados nesta quinta-feira (20) pelo Ministério do Trabalho (MTE). O resultado, puxado pelo comércio e pelo setor de serviços, é o melhor para o período desde 2010.

Leia também: Economia cresce menos que o esperado e BC reduz projeção de alta do PIB

Ao todo, de acordo com o MTE, foram 1.189.414 admissões e 1.130.750 desligamentos no período, o quinto mês seguido com saldo positivo. Em relação a outubro, quando foram criados 57.733 empregos formais , o crescimento é de 1,61% (ou 931 novos postos de trabalho).

A criação de vagas com carteira assinada, porém, não foi homogênea em todos os setores da economia. Dos oito setores considerados pelo Caged, apenas o comércio e os serviços geraram empregos formais em novembro. Todos os outros seis demitiram mais pessoas do que contrataram.

Veja o saldo de vagas de emprego criadas por setor:

Comércio: 88.587

Serviços: 34.319

Serviços Industriais de Utilidade Pública: -543

Extrativa Mineral: -744

Administração Pública: -1.122

Construção Civil: -13.854

Agropecuária: -23.692

Indústria de Transformação: -24.287

Leia também: Brasil gasta muito com juros da dívida, Justiça e Previdência, aponta Tesouro

No acumulado de janeiro até novembro, o País já soma 858.415 novos empregos com carteira assinada . Se mantiver a tendência em dezembro, o Brasil pode interromper uma sequência de três anos de queda na criação de vagas de trabalho: entre 2015 e 2017, foram perdidos mais de 2,88 milhões de empregos formais.

Trabalho intermitente

Em novembro, segundo o MTE, foram criadas 1.552 vagas na construção civil na modalidade de trabalho intermitente
Shutterstock
Em novembro, segundo o MTE, foram criadas 1.552 vagas na construção civil na modalidade de trabalho intermitente

Pelo trabalho intermitente , novidade trazida pela reforma trabalhista que permite ao empregado trabalhar sem horário fixo e ganhando apenas pelas horas de atividade, foram registradas 10.446 admissões e 2.597 demissões em novembro – um saldo positivo de 7.849 vagas.

As contratações dessa modalidade de trabalho se concentraram, segundo o Caged, nos serviços (2.765), no comércio (2.722) e na construção civil (1.552). O governo estima que o trabalho intermitente possa gerar 2 milhões de empregos em três anos.

Salários

Em novembro, a remuneração média de quem foi admitido foi de R$ 1.527,41; dos demitidos, de R$ 1.688,71
Marcello Casal Jr./Agência Brasil
Em novembro, a remuneração média de quem foi admitido foi de R$ 1.527,41; dos demitidos, de R$ 1.688,71

O Ministério do Trabalho também divulgou a média salarial das contratações e dos desligamentos de novembro. A remuneração média de quem foi admitido foi de R$ 1.527,41; dos demitidos, de R$ 1.688,71.

Leia também: Com Temer fora, Maia sanciona afrouxamento da Lei de Responsabilidade Fiscal

Em comparação a outubro, levando em conta a inflação medida pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao consumidor), houve um ligeiro aumento de 0,21% no salário de contratações e de 1,35% do salário de desligamento.

    Notícias Recomendadas

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.