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Entre as novas secretarias, algumas representarão ministérios incorporados ao da Economia; segundo Guedes, redução de cargos será de até 30%. Veja

Paulo Guedes declarou que Ministério da Economia terá seis secretarias
Fernando Frazão/Agência Brasil
Paulo Guedes declarou que Ministério da Economia terá seis secretarias


O futuro "superministro" da Economia, Paulo Guedes, afirmou que o Ministério da Economia do governo Bolsonaro terá seis secretarias especiais. O anúnio foi feito pelo economista em uma conversa com jornalistas no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), em Brasília, nesta  quinta-feira (29).

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De acordo com Paulo Guedes , algumas dessas novas secretarias representarão os ministérios que serão incorporados ao da Economia (Fazenda, Planejamento e Indústria, Comércio Exterior e Serviços). Serão elas: secretaria da Fazenda (atual Ministério da Fazenda), do Planejamento (atual Ministério do Planejamento) e a secretaria  de Competitividade e Produtividade, que entrará no lugar do que hoje é o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC).

Guedes também anunciou as novas secretarias de Previdência e Receita Federal e a de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais. A secretaria de Desestatização e Desmobilização, conhecida como " secretaria de privatizações ", já havia sido confirmada.

Segundo o futuro ministro, essa reorganização dentro do Ministério da Economia vai encolher o número de secretarias de 20 para apenas seis. Dessa forma, entre 20% e 30% dos cargos da equipe econômica deverão ser reduzidos.

Paulo Guedes já definiu três dos seis nomes das novas secretarias

Paulo Guedes confirmou Salim Mattar como secretário especial na semana passada
Divulgação
Paulo Guedes confirmou Salim Mattar como secretário especial na semana passada


Durante a conversa, Guedes confirmou três dos seis nomes que assumirão as secretarias. 

Marcos Troyjo ficará no comando da Secretaria de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais. Essa pasta deve incorporar também a Agência de Promoção das Exportações (Apex), que atualmente é subordinada ao Itamaray. Troyjo é bacharel em Economia, mestre em Planejamento Regional, mestre e doutor em Economia pela Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, e rofessor-titular da Escola de Administração de Empresas de São Paulo (EAESP/FGV).

Já a secretaria de Previdência e Receita Federal ficará a cargo de Marcos Cintra, que é doutor em Economia por Harvard e presidente da Finep (Financiadora de Estudos e Projetos),

O terceiro nome é o de Salim Mattar,  dono da empresa de aluguel de automóveis Localiza, que foi confirmado na sexta-feira passada (23) à frente da secretaria de Desestatização e Desmobilização. Ele é formado em Administração de Empresas e chegou a ser cotado pelo partido Novo para disputar o governo de Minas Gerais, além de ser considerado um ativista pelo liberalismo econômico.

De acordo com Paulo Guedes , os outros três nomes ainda não foram fechados. Entretanto, já há especulação de possibilidades para cada vaga. Para a secretaria especial do Planejamento,  há a probabilidade de que o atual ministro da pasta, Esteves Conalgo, permaneça no cargo. Já para a futura secretaria da Fazenda, o nome cotado é o de Waldery Rodrigues Júnior.  Carlos da Costa, ex-diretor do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), tem sido apontado como possível secretário de Produtividade.

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