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Este órgão será vinculado ao Ministério da Economia, que será comandado por Paulo Guedes; empresário é considerado ativista na doutrina liberal

O executivo Salim Mattar é quem vai comandar a Secretaria das Privatizações de Jair Bolsonaro em 2019
Divulgação
O executivo Salim Mattar é quem vai comandar a Secretaria das Privatizações de Jair Bolsonaro em 2019

O executivo Salim Mattar, dono da empresa de aluguel de automóveis Localiza, aceitou, nesta sexta-feira (23), o convite para comandar a futura Secretaria das Privatizações do governo do presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL). O órgão será vinculado ao Ministério da Economia, comandado pelo braço-direito do capitão reformado, Paulo Guedes. 

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A equipe econômica de Bolsonaro confirmou a informação em nota. “O empresário Salim Mattar aceitou o convite do futuro Ministro da Economia, Paulo Guedes, para assumir a Secretaria Geral de Desestatização e Desmobilização, que será criada como parte da estrutura do Ministério da Economia no novo governo”.  

Mattar tem 69 anos, nasceu em Oliveira, Minas Gerais, e é formado em Administração de Empresas. Ele também chegou a ser cotado pelo partido Novo para disputar o governo de Minas Gerais e é considerado um ativista pelo liberalismo econômico .

A nota da equipe de Bolsonaro informa ainda que Mattar é fundador e presidente do Conselho da Localiza – uma das maiores locadoras de veículos do mundo – e integrante do Instituto Millenium, fundado por Guedes para promover o liberalismo econômico.

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A secretaria que o empresário vai comandar será responsável pelos desinvestimentos, desmobilização e pela busca de maior eficiência na gestão dos ativos da União. Paulo Guedes informou que pretende levar adiante uma série de privatizações para reduzir a dívida pública, o volume de juros pagos pelo governo e aumentar a confiança do mercado financeiro na economia brasileira.

No programa de governo de Bolsonaro, divulgado durante sua campanha, há o projeto de “desmobilizar ativos públicos”  para “resgatar” parte da dívida pública. "Reduzir em 20% o volume da dívida por meio de privatizações, concessões [...]. Algumas estatais serão extintas, outras privatizadas e, em sua minoria, pelo caráter estratégico, serão preservadas", diz o documento. Também já foi discutida a privatização de parte da Petrobras. 

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Antes de aceitar o convite para Secretaria de Privatizações, Salim Mattar havia sido cotado para assumir a Secretaria de Indústria e Comércio, que hoje é um ministério.

* Com informações da Agência Brasil.

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