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Mesmo com a deflação, o índice que mede os preços gerais do mercado acumula alta de 8,71% em 2018 e de quase 10% nos últimos 12 meses

De acordo com o Ibre/FGV, o maior responsável pelo resultado de novembro foi o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que tem peso de 60% na composição do IGP-M
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De acordo com o Ibre/FGV, o maior responsável pelo resultado de novembro foi o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que tem peso de 60% na composição do IGP-M

Depois de ter encerrado o mês de outubro com alta de 0,89%, o Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) despencou em novembro, fechando o período com deflação (inflação negativa) de 0,49%. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (29), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV).

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Mesmo com o resultado de novembro, o  IGP-M acumula alta de 8,71% em 2018, enquanto o índice verificado nos últimos 12 meses, também chamado de inflação anualizada, aumentou 9,68%. Em novembro do ano passado, a título de comparação, o IGP-M havia subido 0,52% e acumulava queda de 0,86% em 12 meses.

De acordo com o Ibre/FGV, o maior responsável pelo resultado de novembro foi o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA). O IPA tem peso de 60% na composição do IGP-M e saiu de uma alta de 1,11% em outubro para uma deflação de 0,81% neste mês – uma desaceleração de preços de quase 2 pontos percentuais.

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), por sua vez, que tem peso de 30% na composição do IGP-M, encerrou novembro com variação de 0,09%. O resultado é 0,41 ponto percentual menor do que o registrado em outubro (0,50%).

Todas as classes de despesa que compõem o índice registraram recuo em suas porcentagens de variação, sendo o grupo Transportes, que saiu de 1,06% para -0,10%, a principal contribuição. Nesta classe de despesa, o comportamento do item gasolina se destacou, passando de uma inflação de 3,49% em outubro para uma deflação de 1,10% em novembro.

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Também apresentaram recuo em suas taxas de variação os grupos Habitação (de 0,04% para -0,65%); Educação, Leitura e Recreação (de 0,63% para 0,37%); Vestuário (de 0,57% para 0,27%); Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,48% para 0,36%); Comunicação (de 0,17% para 0,14%); Alimentação (de 0,70% para 0,68%); e Despesas Diversas (0,07% para 0,05%).

Sobre o IGP-M

Influenciado principalmente pelas variações do IPA e do IPC, que compõe 90% do índice, o IGP-M também pode oscilar de acordo com a cotação do dólar
Reprodução
Influenciado principalmente pelas variações do IPA e do IPC, que compõe 90% do índice, o IGP-M também pode oscilar de acordo com a cotação do dólar

Além de ser utilizado como indexador de algumas tarifas, como a de energia elétrica, o IGP-M também serve de referência para proprietários reajustarem o valor cobrado pelo aluguel de seus imóveis.

Apesar de o índice ter subido acima da inflação oficial do País medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), que deve fechar o ano na casa dos 4%, o mercado imobiliário ainda está desaquecido – o que proporciona aos inquilinos um espaço maior para negociações.

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Influenciado principalmente pelas variações do IPA e do IPC, que compõe 90% do índice, o IGP-M também pode oscilar de acordo com o dólar, bem como a partir das cotações internacionais de produtos primários, como as commodities e os metais.


*Com informações da Agência Brasil

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