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De perfil liberal, indicado por Paulo Guedes é especialista em privatizações e substituirá Nelson de Souza no comando do banco estatal no próximo ano

Guimarães tem 20 anos de experiência no mercado financeiro e é doutor em economia pela Universidade de Rochester (EUA). Em sua tese, o novo presidente da Caixa discutiu o processo de privatização no Brasil
Arquivo/Agência Brasil
Guimarães tem 20 anos de experiência no mercado financeiro e é doutor em economia pela Universidade de Rochester (EUA). Em sua tese, o novo presidente da Caixa discutiu o processo de privatização no Brasil

Pedro Guimarães, indicado por Paulo Guedes para comandar a Caixa Econômica Federal no governo de Jair Bolsonaro (PSL), é sócio do banco de investimentos Brasil Plural e especialista em processos de privatizações. O futuro presidente da Caixa acompanhou, por exemplo, a privatização do Banespa, antigo banco estadual de São Paulo.

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Guimarães, que substituirá Nelson de Souza no comando do banco estatal, tem 20 anos de experiência no mercado financeiro e é doutor em economia pela Universidade de Rochester, nos Estados Unidos. Em sua tese, o novo presidente da Caixa discutiu o processo de privatização no Brasil.

No Brasil Plural, o economista foi responsável por operações de mercados de capitais e reestruturações de empresas. Fundado em 2009 por Rodolfo Riechert, André Schwartz, Eduardo Moreira e Carlos Eduardo Rocha, o banco tem forte atuação nos setores imobiliário e de petróleo e gás.

Pedro Guimarães é próximo a Paulo Guedes, futuro "superministro" da Economia de Bolsonaro. De perfil liberal, os dois economistas chegaram a trabalhar juntos no banco BTG quando Guedes ainda era sócio da instituição.

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Recentemente, além do futuro presidente da Caixa, também foram definidos Roberto Castello Branco para chefiar a Petrobras; Roberto Campos Neto para o Banco Central; Joaquim Levy para a presidência do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico Social (BNDES); e a continuidade de Mansueto Almeida na secretaria do Tesouro Nacional.

Último balanço da Caixa

Em 2018, a Caixa acumula lucro líquido recorde de R$ 11,5 bilhões, o que representa uma alta de 83,7% em relação ao ano passado; resultado supera o projetado para todo o ano antes mesmo dos últimos três meses
Agência Caixa de Notícias
Em 2018, a Caixa acumula lucro líquido recorde de R$ 11,5 bilhões, o que representa uma alta de 83,7% em relação ao ano passado; resultado supera o projetado para todo o ano antes mesmo dos últimos três meses

Há pouco mais de uma semana, no último dia 14, a Caixa Econômica Federal anunciou que teve um lucro líquido de R$ 4,8 bilhões no terceiro trimestre. O valor é 122% maior do que os R$ 2,17 bilhões registrados no mesmo período do ano passado.

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Em 2018, o banco acumula lucro líquido recorde de R$ 11,5 bilhões, o que representa uma alta de 83,7% em relação a 2017. Segundo a  Caixa , o resultado supera o projetado para todo o ano – R$ 9 bilhões – antes mesmo dos últimos três meses.

O banco mantém a liderança no crédito imobiliário, tendo 69,5% de participação no segmento. O saldo da carteira habitacional cresceu 2,7% nos últimos 12 meses, somando R$ 440,5 bilhões. A evolução se deve principalmente ao aumento de 12,1% do subsídio do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para a linha de imóveis.

O índice de inadimplência em setembro, por sua vez, foi de 2,44% – queda de 0,28 ponto percentual na comparação com o mesmo mês do ano passado e de 0,05 ponto abaixo do índice de junho de 2018, mês que encerra o segundo trimestre.

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O aumento do lucro da Caixa acompanha a tendência dos quatro maiores bancos atuantes no Brasil – Itaú, Bradesco, Banco do Brasil e Santander –, que tiveram crescimento impulsionado especialmente pelo crescimento das receitas com tarifas e prestação de serviços, menores despesas com provisões para calotes e menor custo do crédito.

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