Brasil Econômico

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OCDE reduziu a projeção de crescimento da economia brasileira para 2,1% em 2019


A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) diminuiu as projeções para o crescimento da economia brasileira em 2019. As informações fazem parte do relatório "Perspectiva Econômica", divulgado nesta quarta-feira (21) pela instituição.

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De acordo com a OCDE, a economia brasileira deve crescer 2,1% no ano que vem, uma redução de 0,4 ponto percentual em relação à projeção feita em setembro, quando a expectativa de crescimento era de 2,5%.

Para justificar essa queda nas previsões do Produto Interno Bruto (PIB) de 2019, a organização apontou o Brasil como uma forte fonte de instabilidade no aspecto econômico. Segundo o relatório, ainda há muitas “incertezas significantes” quando se fala no futuro do País, principalmente quanto às reformas estruturais.

"Sem uma forte redução de gastos, a sustentabilidade das contas públicas continua em risco, especialmente devido ao aumento das despesas com aposentadorias", afirmou a instituição, destacando a necessidade da reforma da Previdência.

Apesar de citar a instabilidade dos rumos econômicos do País, o relatório afirma que, se as incertezas diminuírem e os planos para as reformas avançarem, os investimentos voltarão a crescer.

A projeção de 2,1% da OCDE é menor do que a prevista pelo mercado financeiro brasileiro, que estima alta de 2,5% no PIB do Brasil em 2019, segundo o Boletim Focus divulgado pelo Banco Central (BC) na última segunda-feira (19).

Quanto ao crescimento da economia para 2018, a organização internacional manteve sua expectativa em 1,2%, a mesma publicada em setembro. Para os investidores brasileiros, também de acordo com o Boletim Focus, a projeção do PIB para o fim deste ano é de 1,36%.

Projeção para economia brasileira não foi a única reduzida

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Além da economia brasileira, outros países tiveram suas projeções de PIB reduzidas. Os Estados Unidos, no entanto, permaneceu estável


O Brasil não foi o único que apresentou cortes na estimativa de crescimento. A OCDE também diminuiu as projeções do crescimento mundial para o ano que vem.

Segundo o relatório, é esperado um crescimento de 3,5% no PIB mundial para 2019. Da última vez em que foi medida, em junho, a estimativa era de 3,9%. Para 2018, a projeção global continua em 3,7%.

De acordo com a organização, a redução no crescimento é motivada por três fatores: as tensões comerciais; a alta das taxas de juros nos Estados Unidos, que foi mais forte do que o esperado e pode penalizar os países emergentes, e uma desaceleração da economia da China. Por isso, a instituição pede para que os governos se preparem para "tempos mais difíceis" e que "reforcem sua cooperação”.

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Além de diminuir a expectativa de crescimento da economia brasileira , a OCDE também reduziu os PIBs da China, que ficou com previsão de 6,6% em 2018 e 6,3% em 2019 e da Zona do Euro, que deve crescer 1,9% neste ano e 1,8% no próximo. As projeções para a economia dos Estados Unidos, no entanto, permanecerem as mesmas: 2,9% para 2018 e 2,7% em 2019.

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