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Pesquisa Mensal do Comércio, que é ajustada sazonalmente, indica ainda estabilidade nas vendas no varejo do terceiro trimestre deste ano: +0,1%

Volume das vendas no varejo caiu 1,3% na relação entre agosto e setembro, segundo o IBGE
Tânia Rêgo/Arquivo/Agência Brasil
Volume das vendas no varejo caiu 1,3% na relação entre agosto e setembro, segundo o IBGE

O volume de vendas do comércio varejista registrou queda de 1,3% entre agosto e setembro, divulgou nesta terça-feira (13) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado indica uma desaceleração do consumo, sobretudo tendo em vista que havia sido registrado, no setor de varejo,  crescimento de 1,3% entre julho e agosto .

Segundo o Instituto, a média móvel do terceiro trimestre, encerrado em setembro, desacelerou de 0,5% para 0,1%. Os dados fazem parte da Pesquisa Mensal do Comércio, que estão ajustados sazonalmente. Na série sem ajuste, a comparação com setembro do último ano mostra estabilidade no varejo , com uma variação positiva de 0,1%.

O terceiro trimestre deste ano teve registro de alta de 1% em relação ao mesmo período do ano passado, e o ano de 2018 acumula alta total de 2,3% na comparação com o acumulado dos mesmos meses do ano anterior.

Nos últimos doze meses, o acúmulo da alta de vendas do comércio varejista somou 2,8% no período encerrado em setembro. Já no ano fechado em agosto, a alta havia sido de 3,3%, comprovando a desaceleração do setor no mês de setembro, que encerrou o terceiro trimestre.

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Impacto de combustíveis e mercados nas vendas do varejo

Combustíveis e lubrificantes tiveram queda e influenciaram no resultado do varejo em setembro
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Combustíveis e lubrificantes tiveram queda e influenciaram no resultado do varejo em setembro

A queda do comércio varejista atingiu seis das oito atividades do setor. A venda de combustíveis e lubrificantes recuou 2% em relação a agosto, e a vendas dos supermercados , hipermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo caiu 1,2%. Tiveram resultados positivos no volume de vendas somente os setores de móveis e eletrodomésticos (2%) e tecidos, vestuário e calçados (0,6%).

O varejo ampliado, que é aquele que inclui todas as atividades do varejo comum, além de materiais de construção, veículos, motos, partes e peças, teve um recuo de 1,5% em setembro na comparação com agosto, enquanto registrou 2,2% de aumento em relação a setembro de 2017. A alta foi a 17ª taxa positiva seguida na comparação entre um ano e o seu posterior.

Entre os materiais de construção, o volume de vendas teve queda de 1,7% em setembro, novamente na comparação com agosto. Já entre veículos, motos, partes e peças, foi notada estabilidade, com variação negativa de 0,1%.

No recorte geográfico, a maior retração no volume das vendas entre agosto e setembro foi vista na Paraíba, de -6,4%, seguida por Minas Gerais, que registrou queda de -3,1%. A queda de vendas no período do estudo (setembro – agosto) foi registrada em 16 das 27 unidades federativas do Brasil.

Os estados que se destacam entre os 11 que tiveram crescimento notado na área são da região norte: Rondônia, com 8,4%, Tocantins, com 2,9%, e Acre, com 2,1%.

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No cálculo das vendas do varejo ampliado, o número de estados que tiveram recuo no volume de vendas cai pela metade, indo de 16 para oito. Paraíba (-4,9%), Rio de Janeiro (-3,3%) e São Paulo (-1,1%) fazem parte da lista.

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