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Segundo CNC, maior número de vagas acompanha uma melhora nas vendas de fim de ano; 22% dos trabalhadores temporários devem ser efetivados

Em 2018, número de vagas de trabalhadores temporários deve ser maior do que em 2017
Rovena Rosa/Agência Brasil
Em 2018, número de vagas de trabalhadores temporários deve ser maior do que em 2017


Em 2018, as vendas realizadas na época natalina e a contratação de trabalhadores temporários durante esse período devem ser melhores do que o que foi registrado em 2017. É o que indicam as projeções estipuladas pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e divulgadas nesta segunda-feira (5).

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Revisados, os números das estimativas da CNC apresentaram bons resultados para este ano: enquanto o cálculo das vendas do Natal cresceu 2,8%, uma movimentação de R$ 34,5 bilhões, a previsão para a contratação de trabalhadores temporários passou de 72,7 mil em 2017 para 76,5 mil neste ano.

De acordo com Fabio Pontes, chefe da Divisão Econômica da CNC, a melhora do cenário para o comércio é o maior influenciador das boas projeções para 2018. “Além da menor pressão sobre a inflação, nos meses de agosto e setembro de 2018, o mercado de trabalho, lastro do consumo no País, registrou os maiores saldos de geração vagas formais em cinco anos. Naturalmente, com a melhora nas expectativas de vendas, a demanda por trabalhadores temporários no varejo deverá crescer”, explica.

Nas vendas, o aumento deve ocorrer em maior número nos setores alimentícios (hiper e supermercados devem arrecadas R$ 12,3 bilhões), de roupas (as lojas de vestuário, que podem faturar R$ 8,3 bilhões) e de artigos de uso pessoal e doméstico (R$ 5,2 bilhões). Juntos, esses segmentos devem ser responsáveis por 75% das vendas natalinas do ano. Apesar disso, o maior aumento real das vendas está no setor de cosméticos e perfumarias, que deve vender 4,3% mais do que no mesmo período de 2017.

Já quando o assunto é a abertura de vagas de emprego temporárias, a CNC destaca que as contratações devem ocorrer um pouco mais tarde do que o de costume. “Embora a temporada de contratações no varejo costume ocorrer entre os meses de setembro e dezembro, o agravamento da crise vivida pelo setor nos últimos anos provocou um ‘efeito adiamento’ na demanda por trabalhadores”, afirma Bentes. Se antes da crise 24% das vagas eram preenchidas entre setembro e outubro, agora o mês de dezembro, que costumava concentrar cerca de 14% das vagas temporárias até 2014, passou a ser responsável por 26% dos postos de trabalho criados para o Natal . Novembro, no entanto, é o mês com mais contratações, com cerca de 60% das vagas oferecidas preenchidas.

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Segundo a CNC, a maior parte das ofertas de emprego devem ser destinadas aos setores de vestuário e calçados (49,6 mil vagas), hiper e supermercados (14,1 mil) e lojas de artigos de uso pessoal e doméstico (8,9 mil vagas). Dessas, cerca de 43% deve ser para vendedores e 11% para operadores de caixa, que são os profissionais mais procurados no fim de ano.

A Confederação também informou que pelo menos 22% dos trabalhadores que forem contratados temporariamente devem ser efetivados após o período de festas. As maiores ofertas de vagas estão concentradas em São Paulo (19 mil), Minas Gerais (8,7 mil), Rio de Janeiro (7,6 mil) e Rio Grande do Sul (6,8 mil). Juntos, esses estados serão responsáveis por 55% das vagas abertas em todo o Brasil.

Salário de trabalhadores temporários deve ser maior neste ano

Segundo CNI, salário dos trabalhadores temporários também será maior do que o registrado em 2017
Rovena Rosa/Agência Brasil
Segundo CNI, salário dos trabalhadores temporários também será maior do que o registrado em 2017



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A média de salário dos trabalhadores temporários deve atingir R$ 1.211, um aumento de 2,4% em relação ao mesmo período do ano passado. Os melhores pagamentos deverão vir do ramo de artigos farmacêuticos, perfumarias e cosméticos (R$ 1.479) e lojas de produtos de informática e comunicação (R$ 1.453).

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