Tamanho do texto

No período, as exportações superaram as importações em US$ 6,1 bilhões; em 2018, porém, resultado é 18,4% menor do que o anotado no ano passado

Balança comercial em outubro: o crescimento das exportações foi puxado pelos produtos básicos; a alta das importações, por sua vez, foi impulsionada pela compra de combustíveis e lubrificantes
Arquivo/Agência Brasil
Balança comercial em outubro: o crescimento das exportações foi puxado pelos produtos básicos; a alta das importações, por sua vez, foi impulsionada pela compra de combustíveis e lubrificantes

Em outubro, segundo divulgado pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), as exportações superaram as importações em US$ 6,121 bilhões. O resultado é 17,9% superior ao registrado em outubro do ano passado (US$ 5,193 bilhões).

Leia também: Rússia anuncia retomada das importações de carne brasileira

Este é o melhor superávit da balança comercial para o mês desde o início da série histórica, em 1989. No período, as exportações somaram US$ 22,226 bilhões, alta de 12,4% em relação a outubro do ano passado pelo critério da média diária. As importações totalizaram US$ 16,105 bilhões, também com crescimento de 12,4% pela média diária.

Apesar do recorde em outubro, o superávit da balança continua a cair no acumulado do ano. Nos dez primeiros meses de 2018, o país exportou US$ 47,721 bilhões a mais do que importou, recuo de 18,4% na comparação com o mesmo período do ano passado (US$ 58,451 bilhões).

A diminuição do saldo comercial se deve principalmente à recuperação das importações , que aumentaram 20,6% em relação aos dez primeiros meses de 2017 pelo critério da média diária. No mesmo período e pelo mesmo critério, as exportações cresceram 8%. Com a retomada da produção e do consumo, as importações se recuperaram em relação aos últimos anos.

Em outubro, o crescimento das exportações foi puxado pelos produtos básicos, cujas vendas subiram 26% em relação a outubro de 2017. As exportações de semimanufaturados aumentaram 3%; e as vendas de produtos manufaturados, 5,5%.

Leia também: CNI volta a se manifestar contra extinção do Ministério da Indústria

A alta das importações foi impulsionada pela compra de combustíveis e lubrificantes, que cresceram 24,2%; de bens intermediários (11,2%); de bens de capital, máquinas e equipamentos usados na produção, com alta de 11,1%, e de bens de consumo (7,8%).

Projeções para a balança comercial

No último Relatório de Inflação divulgado em setembro, o Banco Central prevê superávit da balança comercial de US$ 55,3 bilhões, com exportações de US$ 231 bilhões e importações de US$ 175,7 bilhões
Shutterstock
No último Relatório de Inflação divulgado em setembro, o Banco Central prevê superávit da balança comercial de US$ 55,3 bilhões, com exportações de US$ 231 bilhões e importações de US$ 175,7 bilhões

No ano passado, a balança comercial teve saldo positivo de US$ 67 bilhões, o melhor resultado da série histórica. O MDIC mantém a estimativa de que o superávit fechará 2018 em torno de US$ 50 bilhões.

O mercado financeiro tem projeções mais otimistas. Segundo o Boletim Focus, pesquisa semanal feita com instituições financeiras e divulgada pelo Banco Central (BC), a balança comercial encerrará o ano com superávit de US$ 56 bilhões.

Leia também: Copom mantém Selic em 6,5% ao ano na primeira reunião após as eleições

O resultado está em linha com as estimativas oficiais do Banco Central. De acordo com o último Relatório de Inflação divulgado em setembro, o BC prevê superávit da balança comercial  de US$ 55,3 bilhões, com exportações de US$ 231 bilhões e importações de US$ 175,7 bilhões.


*Com informações da Agência Brasil

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.