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Receita arrecadou R$ 110,6 bilhões em setembro, que já é o 11º mês seguido de crescimento acima da inflação quanto ao mesmo período do ano anterior

Arrecadação da Receita Federal tem maior crescimento em três anos e totaliza R$ 110,6 bilhões
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Arrecadação da Receita Federal tem maior crescimento em três anos e totaliza R$ 110,6 bilhões

A Arrecadação da Receita Federal atingiu R$ 110,664 bilhões, registrando aumento acima da inflação (aumento real), segundo informações divulgadas nesta quarta-feira (24) pela secretaria da Receita Federal. A cifra representa o valor total que entrou nos cofres do governo mediante à cobrança de impostos, contribuições e demais receitas.

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Esse é o maior valor arrecadado no mês de setembro desde 2015. No mesmo período do ano passado, a  Arrecadação da Receita Federal  havia sido de R$ 110,374 bilhões (valor corrigido pela inflação). Ainda assim, o crescimento de 0,26% em relação a setembro de 2017 (já descontada a inflação do período) também representa o menor ritmo de crescimento de todo o ano de 2018.

Nos nove meses deste ano, a arrecadação federal acumula R$ 1,064 trilhão, cifra 6,21% superior à do mesmo período do ano anterior (também já descontada a inflação medida pelo IPCA). A quantia já é a maior arrecadada pelo governo em nove meses desde 2014.

De acordo com a Receita Federal, setembro foi o 11º mês seguido de crescimento real quanto ao mesmo período do ano anterior. A última queda nessa métrica foi registrada em outubro de 2017, em decorrência da repatriação  realizada no mesmo mês de 2016 – que foi responsável pela arrecadação recorde para o mês de outubro na história: R$ 148,69 bilhões.

O aumento da arrecadação se dá em um momento de reativação da economia, que saiu da recessão no último ano ao registrar crescimento de 1% do Produto Interno Bruto (PIB), a soma total de valores contabilizados a partir dos bens e serviços produzidos no Brasil anualmente.

Considerando somente valores administrados pela Receita Federal, a arrecadação ficou em R$ 108,173 bilhões, com redução de 0,39% em setembro, mas as receitas administradas por outros órgãos (principalmente royalties do petróleo), registraram crescimento de 39,79% em setembro (R$ 2,490 bilhões) e de 48,6% no acumulado do ano até o mês passado (R$ 40,897 bilhões). 

A alta do petróleo tem relação com o aumento do preço do produto no mercado internacional, o crescimento da produção interna e a disparada do dólar. 

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Metas para a Arrecadação da Receita Federal

Arrecadação da Receita Federal ajuda o governo de Michel Temer a cumprir sua meta fiscal estipulada para 2018
Beto Barata/PR
Arrecadação da Receita Federal ajuda o governo de Michel Temer a cumprir sua meta fiscal estipulada para 2018

O comportamento da arrecadação ajuda o governo a tentar cumprir sua meta fiscal do ano, que em 2018 é de deficit (resultado negativo, sem contar as despesas com juros) de até R$ 159 bilhões. No ano passado, o rombo somou R$ 124 bilhões, quarto ano seguido de deficit e o segundo pior resultado da história.

No entanto, houve melhora em relação ao deficit primário de 2016, que atingiu o recorde de R$ 161,27 bilhões (valor revisado), equivalente a 2,6% do PIB brasileiro. 

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Consequência dos deficits fiscais seguidos registrados nas contas públicas é a piora da dívida pública e aumento na inflação. A previsão do governo é de que as contas públicas retornem ao azul somente em 2022. A Arrecadação da Receita Federal aumentar seguidamente é um alento de que a melhora pode vir a ser mais rápida.

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