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Adicional de R$ 3 por encomenda, que deixará de ser cobrado a partir de 16 de novembro, cobria os custos da estatal com vigilância e escolta armada

De janeiro a setembro de 2018, segundo Carlos Roberto Fortner, presidente dos Correios, houve uma redução média de 60% nos roubos em relação ao mesmo período de 2017
Arquivo/Agência Brasil
De janeiro a setembro de 2018, segundo Carlos Roberto Fortner, presidente dos Correios, houve uma redução média de 60% nos roubos em relação ao mesmo período de 2017

A taxa extra de R$ 3 por encomenda destinada à região metropolitana do Rio de Janeiro deixará de ser cobrada pelos Correios a partir do dia 16 de novembro. O valor era praticado desde abril deste ano para cobrir os gastos com segurança privada. O anúncio foi feito na última segunda-feira (22) pelo presidente da estatal, Carlos Roberto Fortner, após encontro com o secretário de Segurança do Rio, general Richard Nunes.

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“Nós iniciamos a cobrança dos R$ 3 como forma de cobrir os custos adicionais decorrentes de vigilância e escolta armada, dado que aqui no Rio os índices de violência estavam muito grandes, com assaltos a carteiros e roubos de cargas", disse o presidente dos Correios . "Mas os índices caíram, a ponto de termos hoje números equivalentes a 2012. De forma que, a partir de 16 de novembro, a taxa deixa de ser cobrada”.

De janeiro a setembro de 2018, segundo Fortner, houve uma redução média de 60% nos roubos em relação ao mesmo período de 2017. Nas unidades dos Correios, a queda foi de 50%; nos roubos a caminhões, 60%; e de 92% contra o carteiro a pé. No Rio de Janeiro, em números totais, foram 2.339 ocorrências contra os Correios em 2017 e 1.239 em 2018.

O presidente da estatal também explicou que a taxa não poderia ser retirada de imediato, uma vez que os Correios têm contratos com empresas de segurança , que precisam ser rescindidos, além de garantias trabalhistas, que devem ser pagas. Por dia, de acordo com Fortner, eram pagos pelos usuários cerca de R$ 120 mil em taxas extras, referentes a 40 mil objetos, o que daria cerca de R$ 2 milhões por mês.

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O secretário Richard Nunes ressaltou que os índices de violência, incluindo o roubo de cargas entregues pelos Correios , baixaram no estado por causa da integração entre as forças de segurança. Segundo ele, em outubro do ano passado, foram mais de 900 roubos de cargas no estado, número que deverá cair para menos de 600 em outubro deste ano, uma redução de 33%.


*Com informações da Agência Brasil

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