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Datafolha mostra Jair Bolsonaro (PSL) com 58% dos votos válidos, contra 42% de Fernando Haddad (PT) e dólar volta a cair após dia de leve alta

O dólar opera em queda nesta quinta-feira (11), um dia após a divulgação da primeira pesquisa de intenções de votos para o segundo turno da eleição presidencial entre Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT). A queda do dólar mostra a positividade do mercado em relação à liderança do candidato do PSL.

pesquisa Datafolha mostra Bolsonaro com 58% dos votos válidos, contra 42% de Haddad e, após dia de alta, há queda do dólar , também influenciada pela trajetória da moeda americana no exterior.

Por volta das 11h15, a moeda registrava baixa de 0,59%, vendida a R$ 3,7394. Na mínima, a divisa chegou a R$ 3,7180, e na máxima alcançou R$ 3,7508. Em 11 de setembro, a cotação estava próxima da casa dos R$ 4,15, revelando queda acentuada no período de campanha eleitoral.

O ambiente de cautela devido a  tensões comerciais no exterior, somado ao feriado doméstico desta sexta-feira (12), contudo, podem promover ajustes na cotação no Brasil. Ontem, após declarações de Bolsonaro , ações de estatais tiveram grandes alterações e o dólar subiu.

A alta do dólar na véspera (10) foi de 1,42%, vendido a R$ 3,7617.

Queda do dólar mostra reações do mercado

Queda do dólar segue as tendências das eleições presidenciais entre Bolsonaro e Haddad
Agência Brasil/Tânia Regô e Marcelo Camargo
Queda do dólar segue as tendências das eleições presidenciais entre Bolsonaro e Haddad

A moeda americana vinha, desde agosto, mantendo-se acima de R$ 4, em meio ao período repleto de incertezas em questões econômicas, políticas e sociais vivido no Brasil e também ao período conturbado no cenário internacional.

A expectativa de que a cautela tomaria conta das cotações foi contrariada e ajustes de posições nos últimos pregões foram feitos, sobretudo após divulgação de pesquisas que reforçavam a liderança de Bolsonaro na corrida eleitoral – e no primeiro turno da eleição.

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O mercado tende a preferir candidatos com agendas econômicas marcadas por privatizações e pouca regulação, algo que foge do que é defendido por Fernando Haddad e Ciro Gomes (PDT), que vinham atrás de Jair Bolsonaro nas pesquisas antes do primeiro turno. O ex-capitão do Exército se aproxima mais do que costuma ser de interesse do mercado nesse sentido, e, portanto, é interessante demonstrar positividade na economia após Bolsonaro aparecer na frente nas pesquisas e na eleição de primeiro turno.

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A projeção do mercado financeiro para a taxa de câmbio no fim de 2018 segue em R$ 3,89 por dólar, segundo boletim divulgado pelo Banco Central com analistas de instituições financeiras. A queda do dólar nas últimas semanas, no entanto, pode mudar o prognóstico.

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