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O motivo da variação considerável em relação à estimativa para o IPCA da semana passada é a deflação registrada em agosto de 0,09%; a projeção para o PIB de 2018 também obteve queda, passando de 1,44% para 1,40%; veja

Como aponta o BC, a estimativa para a inflação de 2020 é a única igual à meta central, de 4%
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Como aponta o BC, a estimativa para a inflação de 2020 é a única igual à meta central, de 4%

O mercado financeiro reduziu a projeção do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 4,16% para 4,05% este ano. A estimativa para a inflação foi publicada pelo Boletim Focus nesta segunda-feira (10).

O motivo da variação considerável em relação à estimativa para a inflação da semana passada é a  deflação registrada em agosto de 0,09%, divulgada na última quinta-feira (6) pelo IBGE.

Com a nova projeção, o indicador se distanciou ainda mais da meta fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), de 4,50%. Entretanto, a estimativa calculada pelo mercado financeiro ainda segue dentro do limite inferior e superior do índice, que estão, respectivamente, em 3% e 6%.

Para 2019 e 2020, as projeções do IPCA permanecem, respectivamente, em 4,11% e 4% nesta semana. Enquanto que, para 2021, a expectativa para o indicador passou de 3,92% para 3,87%, conforme aponta o   Boletim Focus  .

Como aponta o Banco Central (BC), a projeção para a inflação de 2020 é a única igual à meta central, uma vez que a previsão para o ano que vem é de 4,25%, enquanto que, para 2021, é de 3,75%.

Leia também: PIB do Brasil cresce 0,2% no segundo trimestre de 2018, aponta IBGE

Estimativa para a inflação cai e a do PIB também

Projeção para o PIB de 2018 cai em paralelo estimativa para a inflação e chega a 1,40%
Marcello Casal Jr/Agência Brasil
Projeção para o PIB de 2018 cai em paralelo estimativa para a inflação e chega a 1,40%

Assim como a projeção para a inflação obteve queda, a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) também apresentou queda passando de 1,44% para 1,40% neste ano. Por outro lado, para 2019, 2020 e 2021, a estimativa para o   crescimento econômico  continua em 2,5%.

A fim de alcançar as metas, o BC usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, que  atualmente está em 6,50%  ao ano . Para 2019, o mercado financeiro espera que o indicador encerre o período em 8% ao ano e permaneça nesse patamar até 2021.

Com o aumento da Selic, o Banco Central tem como objetivo conter a demanda aquecida, o que gera reflexos nos preços, uma vez que juros mais altos encarecem o crédito e estimulam que mais dinheiro fique contido na poupança do consumidor.

Agora, quando a instituição opta por diminuir o índice dos juros básicos, a ideia é fazer com que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação.

Além da    estimativa para a inflação   e do crescimento da atividade econômica, o Focus traz a previsão do mercado financeiro para a cotação do dólar, que continua em R$ 3,80 no final deste ano. Para o fim de 2019, a previsão também mostra estabilidade, uma vez que permanece em R$ 3,70.

*Com informações da Agência Brasil

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