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Copom se reunirá na próxima terça-feira (19) para decidir se haverá a manutenção da taxa básica de juros, a Selic, em 6,50% ao ano, esperada pelo mercado financeiro; o veredito será divulgado na manhã seguinte

Brasil Econômico

Boletim Focus, do Banco Central, aponta inflação bem abaixo da meta, em 4,19% este ano
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Boletim Focus, do Banco Central, aponta inflação bem abaixo da meta, em 4,19% este ano

De acordo com o Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (18), o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deve fechar 2018 em 3,88%. Na semana passada, o mercado financeiro tinha estimado a marca de 3,82%.

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Embora a nova publicação do Boletim Focus seja de alta, a marca permanece abaixo da meta central para a inflação fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), de 4,50%. O resultado ainda segue dentro do limite inferior e superior do índice, que estão, respectivamente, em 3% e 6%.

Para 2019, a expectativa para a inflação também sofreu variação positiva, passando de 4,07% para 4,10%. A marca segue abaixo da meta de 4,25%, com intervalo de tolerância entre 2,75% e 5,75%.

PIB no Boletim Focus

Já a estimativa do mercado financeiro para o Produto Interno Bruto ( PIB ) continua em queda. Se na semana passada foi projetado o crescimento de 1,94%, nesta segunda-feira a expectativa passou para 1,76%, na sétima retração seguida.

O Focus trouxe outra surpresa em relação à soma de todos os bens e serviços produzidos do País. A previsão de crescimento do PIB para 2019, que permaneceu inalterada há 18 semanas seguidas, sofreu o segundo reajuste negativo consecutivo, passando de 2,80% para 2,70% no resultado divulgado hoje.

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Reunião do Copom

O Comitê de Política Monetária (Copom) irá se reunir na próxima terça-feira (19) para decidir se haverá a manutenção da taxa básica de juros, a Selic  , em 6,50% ao ano esperada pelo mercado financeiro. O parecer deve ser divulgado no dia seguinte, após a segunda parte da reunião.

Em maio deste ano, o Copom também se reuniu e optou por manter a Selic no atual patamar . O resultado interrompeu um ciclo de 12 quedas consecutivas e surpreendeu o mercado financeiro que esperava um corte para 6,25% ao ano. Em relação a 2019, as instituições financeiras esperam que a Selic encerre o período em 8% ao ano.  

Quando a Selic aumenta, o objetivo do Banco Central é conter a demanda aquecida, o que gera reflexos nos preços, uma vez que juros mais altos encarecem o crédito e estimulam que mais dinheiro fique contido na poupança do consumidor.

Agora, quando a instituição opta por diminuir o índice dos juros básicos, a ideia é fazer com que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação. Acompanhe o próximo  Boletim Focus  e fique por dentro dos principais indicadores econômicos no  Brasil Econômico  .

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*Com informações da Agência Brasil

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