Brasil Econômico

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FGV mostra avanço de 0,01 ponto percentual no IPC-S de 22 de outubro, com taxa de 0,29%

O Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV) divulgou nesta terça-feira (24) um recuo na expectativa mediana dos consumidores brasileiros para a inflação nos 12 próximos meses, ao passar de 6,7% para 6,4%, na transição de setembro para outubro. O resultado devolve uma parte do avanço registrado no mês anterior. Se levado em consideração o mesmo período do ano passado, houve baixa de 2,7 pontos percentuais (p.p.).

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“Em convergência com a análise feita no último mês, a expectativa de inflação dos consumidores voltou a cair. Tal fato era esperado, na medida que a inflação efetiva acumulada e a inflação esperada pelo mercado continuam em queda”, expôs o economista do Ibre/ FGV , Pedro Costa Ferreira.

Impactos

O aumento significativo na frequência de respostas abaixo do limite inferior de tolerância da meta do Banco Central, com 3%, foi um dos destaques na distribuição por faixas de inflação. Isso foi percebido na parcela de consumidores que projetaram inflação abaixo de 3%, que avançou de 10,7% para 16,5%, em outubro. No mesmo período, a projeção de inflação abaixo da meta de 4,5% saltou de 32,6% para 38,6%.

A inflação mediana estimada pelos consumidores também apresentou retração em três das quatro faixas de renda. A redução do indicador no décimo mês do ano foi impactada pela expectativa das famílias com renda entre R$ 2.100,01 e R$ 4.800, com decréscimo de 1,1 ponto percentual frente a setembro. A expectativa inflacionária dos compradores de menor poder aquisitivo, com renda familiar de até R$ 2.100 mensais, foi a única acrescer, ao passar de 8,2% para 8,4%.

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IPC-S

Outros resultados divulgados nesta terç-feira (24) pela Fundação foram os do Índice de Preços ao Consumidor – Semanal (IPC-S) de 22 de outubro deste ano, que variou 0,29%, com 0,01 ponto percentual a mais do que a taxa obtida na última apuração. Três das sete capitais avaliadas registraram alta em suas taxas de variação.

O maior avanço partiu do Rio de Janeiro, com mais 0,08 ponto percentual, ao passar de 0,08% para 0,16%. Salvador e São Paulo, ambas com 0,03 ponto percentual também registraram acréscimos, ao passarem de 0,11% e 0,37% para 0,14% e 0,40%, respectivamente.

Belo Horizonte, com 0,47%, e Porto Alegre, com inflação de 0,36%, permaneceram com os mesmos registros da segunda semana. De acordo com a FGV, houve retração na taxa de Brasília, que recuou 0,15 ponto percentual, indo de 0,29% para 0,14% e Recife, com menos 0,06 ponto percentual, indo de 0,26% para 0,20%.

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