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Segundo a CNI, Produto Interno Bruto deve terminar o ano com alta de 0,7%, equivalente à meta do governo; inflação deve se manter abaixo do esperado

Após dois trimestres seguidos de crescimento, a economia apresenta sinais mais consistentes de recuperação. Esta é a avaliação da Confederação Nacional da Indústria (CNI) que divulgou, nesta terça-feira (10), dados do Informe Conjuntural. Segundo o levantamento, a alta no consumo e a queda na inflação farão com que o PIB (Produto Interno Bruto), a soma de bens e serviços produzidos pelo país, encerre o ano com crescimento de 0,7%, equivalente à meta do governo.

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A previsão anterior da pesquisa, divulgada em junho, apontava para alta de 0,3% no PIB . Segundo a CNI, a indústria deverá crescer 0,8%. Se o resultado se concretizar, este será o primeiro ano positivo do setor desde 2013. A estimativa anterior indicava expansão de 0,5% ao final deste ano. "As estimativas foram revisadas para cima, diante do conjunto mais robusto de dados positivos na economia e de avanços na agenda de reformas", disse, em nota, a entidade.

PIB do setor industrial deve terminar o ano em 0,8%, segundo o levantamento da CNI
Agência Brasil
PIB do setor industrial deve terminar o ano em 0,8%, segundo o levantamento da CNI

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Ainda de acordo com a CNI, a queda na inflação ajuda a ampliar a renda disponível e a recuperar o consumo, efeito já sentido no comércio. "Na indústria, a gradual recuperação do consumo das famílias criará condições para o aumento da produção de forma mais disseminada". A expansão da atividade econômica, no entanto, ainda não será sentida por toda a indústria. A alta industrial será liderada pelo crescimento de 7,2% na indústria extrativa e de 1,4% na indústria da transformação.

A indústria de construção, por sua vez, deve registrar queda de 2,3% em 2017. Segundo a CNI, apesar de a crise ter ficado para trás, ainda existem dúvidas quanto a intensidade e duração da retomada do crescimento. Para a confederação, a principal fonte de incertezas está ligada à questão fiscal e à agenda de reequilíbrio das contas públicas. "O processo de ajuste fiscal caminha em ritmo lento. A revisão recente das metas fiscais para este ano e o próximo é um sinal de alerta", afirma a entidade, indicando urgência para a reforma da Previdência.

Inflação, juros e contas públicas

Para a CNI, a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deve fechar o ano em 3,1%. Pela projeção da entidade, o indicador ficará 1,4 ponto abaixo do centro da meta de 4,5% estabelecida pelo governo para o período. O relatório afirma, ainda, que o processo de desinflação tem ocorrido, principalmente, pelo comportamento dos preços dos alimentos, que subiram abaixo do usual devido à safra recorde.

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A expectativa da entidade é que a Selic, a taxa básica de juros, termine 2017 em 7% ao ano. Atualmente, o indicador está em 8,25% ao ano. Já o deficit primário do governo federal e suas estatais deverá ser de R$ 159 bilhões, equivalente a 2,4% do PIB e dentro do novo limite estabelecido em agosto pelo governo – R$ 159 bilhões para o govero e R$ 3 bilhões para as estatais federais.

* Com informações da Agência Brasil.

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