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Segundo estimativa do órgão, 35% das moedas produzidas desde 1994 estão fora de circulação, guardadas em cofrinhos, gavetas e cinzeiros, por exemplo

O Banco Central lançou nesta quarta-feira (30) uma campanha nacional para incentivar a circulação de moedas no país. O órgão estima que 35% das moedas de Real produzidas desde 1994 estejam fora de circulação. Levando em consideração que cerca de 25 bilhões estiveram em circulação neste período, é possível afirmar que há cerca de 8,7 bilhões de moedas sem utilização, o que corresponde a, aproximadamente, R$ 1,4 bilhão.

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Para estimular a utilização de moedas, o Banco Central veiculará um vídeo nas redes sociais para mostrar à população a importância de retirar moedas de cofrinhos, gavetas e cinzeiros, por exemplo, para aumentar o número de moedas em circulação, facilitar o troco no dia a dia e reduzir o gasto público. De acordo com o presidente do BC, Ilan Goldfajn, o entesouramento, como é chamada a prática de guardar moedas e não utilizá-las, faz com que os gastos aumentarem.

De acordo com o Banco Central, custo para substituir moedas sem utilização chegou a R$ 243 milhões em 2016
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De acordo com o Banco Central, custo para substituir moedas sem utilização chegou a R$ 243 milhões em 2016

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"É papel do Banco Central sensibilizar o público quanto à necessidade de promover a recirculação das moedas guardadas, pois o entesouramento, além de contribuir para a dificuldade de troco, motiva a necessidade de produção de novas moedas, cujos custos têm sido crescentes. A recirculação de moedas contribui para a redução do gasto público", disse Goldfajn ao lançar a campanha.

Segundo dados do BC, o custo para substituir moedas em desuso chegou a, aproximadamente, R$ 243 milhões em 2016. Com esta quantia, cerca de 761 milhões da unidades de novas moedas entraram em circulação. O resultado é 11% acima do total disponibilizado em 2015 (685 milhões). Em 2017, até o dia 31 de julho, já foram contabilizadas 434 milhões de novas moedas em circulação.

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Em valor, a quantidade de moedas chega a R$ 6,3 bilhões. A quantia equivale a uma média de R$ 31 por pessoa em moedas e a 123 unidades de moeda por habitante. "Colocar moedas para circular é bom para o setor real da economia e bom para o meio ambiente", destacou o presidente do Banco Central. "Fabricar menos moedas implica, por exemplo, economia de energia e de minérios". 

* Com informações da Agência Brasil.