Tamanho do texto

Especialista em e-commerce listou algumas medidas que os empreendedores do setor devem colocar em vigor antes da Black Friday, em novembro; veja

A Black Friday já se consolidou no Brasil e isto é latente tanto para quem compra, quanto para quem vende. Na edição do ano passado, o dia de promoções rendeu ao varejo online R$ 1,9 bilhões de faturamento em 24 horas, segundo dados apurados pela Ebit. O potencial do dia é tamanho que, foram feitos mais de 2,92 milhões de pedidos com tíquete médio de R$ 653 por compra.

Leia também: Quer abrir um e-commerce? Confira esses 12 pontos antes de dar início ao negócio

Lojas virtuais devem se preparar para as vendas da Black Friday; veja cinco dicas para tornar isso mais fácil
shutterstock
Lojas virtuais devem se preparar para as vendas da Black Friday; veja cinco dicas para tornar isso mais fácil


Se a data sazonal der continuidade a sua trajetória ascende, a edição deste ano da Black Friday tende a ser bem melhor. Porém, para tirar proveito do dia é necessário que a preparação para a data tenha certa antecedência. Com isso será possível preparar a operação para a demanda do consumidor. Para ajudar quem atua no segmento online a fazer bonito da data o diretor da Rakuten Digital Commerce, Luis Pelizon, listou cinco dicas; veja quais são:

1 – Estoque

Ter um estoque bem planejado para atender a demanda é de extrema importância, sendo considerado pelo especialista ponto chave para um bom resultado no período. A dica de Pelizon é fazer um levantamento histórico da venda de anos anteriores para facilitar o trabalho.

Outra dica do especialista é levar em conta as tendências de compra e hábitos do consumidor e como isso pode impactar a organização do estoque da operação. Investimento em comunicação e marketing deve estar alinhado com o aumento de fluxo normal no período, para que a estratégia seja pensada de forma assertiva.

“Se seus produtos são importados, é essencial preservar uma margem de, no mínimo, dois meses para que a mercadoria chegue em segurança ao País”, orienta o especialista. Ter um relacionamento estruturado com os fornecedores pode garantir bons negócios e essa proximidade pode ajudar em momentos de “crise” com os famosos pedidos de última hora. “E caso necessite trocar algum fornecedor, ainda terá tempo de procurar e fechar com outro parceiro que se encaixe melhor nas suas necessidades”.

2 –  Plataforma pronta

Uma loja virtual que suporte a demanda e o trafego gerado pela data sazonal é de extrema importância e isso depende da plataforma de e-commerce que a marca utiliza. Por isso, ter o parceiro certo nessa hora é fundamental.  Segundo Pelizon, se a empresa estiver insatisfeita com a performance da atual plataforma, agora é o momento para analisar a troca da mesma.

“O processo de migração de plataforma pode levar em torno de 90 dias. Por isso, caso seu e-commerce se encaixe nesse cenário, não hesite em agir rapidamente. Vale ressaltar que a transição compreende várias etapas que exigem entrega e dedicação, tanto da fornecedora de tecnologia quanto do lojista, para avançar”, enfatiza ele.

3 – User Experience

Esse não é mais um termo da moda e deve ser levado bem a sério nesse momento.  Priorizar esse elemento se torna uma decisão inteligente e capaz de gerar melhores resultados durante a data sazona l. A dica do especialista em e-commerce é se colocar no lugar do consumidor durante a data. Ele será bombardeado por milhares de promoções e oportunidades de compra, visitará diversos canais de compra online em busca da melhor oferta e terá de enfrentar algumas alguns obstáculos até concretizar sua compra.

“Para ser a loja virtual escolhida pelo usuário, é preciso desenhar o melhor caminho desde a busca até o checkout”, explica Pelizon que completou ao dizer que o user experience também deve estar preparado para plataformas mobile. “Milhares de potenciais consumidores passarão a sexta-feira do evento fora de suas casas. Ou seja, muitos navegarão, principalmente, pelo smartphone”.

No ano passado o Ebit computou que cerca de 20% das compras foram feitas via dispositivos móveis, logo, estar com estratégias focadas neste canal ajuda a alavancar as vendas. “O lojista precisa se perguntar como está a experiência mobile do seu site. Se a resposta não for favorável, é necessário investir esforços para melhorá-la para garantir mais compradores passando pelo funil de vendas do seu e-commerce”, disse o especialista.  

Leia também: Mercado vegetariano faz empresários lucrarem alto no Brasil

4 – Integração com Marketplaces

Os marketplaces devem ser vistos como aliados, principalmente em datas sazonais para o e-commerce, como a Black Friday. Esses canais têm grande investimento em comunicação e marketing e a loja virtual pode se beneficiar de tais estratégias.  Vale ressaltar que o processo de integração tem tempo médio de dois meses, logo o processo deve ser feito com antecedência a data.

5 – Customer Experience

A experiência do consumidor, Customer Experience ou apenas CX deve ser o centro de estratégico para qualquer operação online. Desta forma, mais que oferecer canais de atendimento, como 0800, e-mail ou chat, as lojas virtuais que investem em uma estratégia focada em CX escutam seus compradores e desenham processos personalizados de acordo com seu público-alvo.

Digamos que uma loja virtual de games, por exemplo, não tenha o melhor resultado com seus consumidores por telefone, mas consiga estabelecer uma conexão única pelas redes sociais. Esse, provavelmente, será um canal essencial para melhorar o atendimento, a satisfação e o engajamento com o cliente. Tudo passa pelo conhecimento da sua audiência. E quando falamos de uma data de pico de demanda, como é a Black Friday, esse ponto é ainda mais crítico.

"Importante também alinhar a comunicação dos seus valores e processos com todos os setores da empresa. Afinal, a experiência do consumidor se dá em diferentes pontos do funil de vendas e todas as áreas precisam estar preparadas", finaliza Pelizon.

Leia também: Conheça cinco franquias que redesenharam o caminho para chegar ao topo