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Queda mais expressiva foi em Recife, onde a cesta básica teve uma baixa de 3,26%; maior aumento aconteceu em Belo Horizonte, com elevação de 2,35%

Cesta básica de Porto Alegre é a mais cara do País, com preço médio de R$ 453,56
Tânia Rêgo/Arquivo/Agência Brasil
Cesta básica de Porto Alegre é a mais cara do País, com preço médio de R$ 453,56

O preço da cesta básica teve retração em 14 das 27 capitais brasileiras analisadas pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), mas apresentou elevação nas outras 13 no mês de julho. A queda mais expressiva foi em Recife, onde registrou baixa 3,26%, e o maior aumento aconteceu em Belo Horizonte, com alta 2,35%.

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Na avaliação, o Dieese verificou que a cesta básica mais cara do Brasil no mês foi a de Porto Alegre, que teve um preço médio de R$ 453,56. São Paulo vêm na sequência, com um custo médio de R$445,83. As cestas mais baratas do País foram encontradas nas cidades de Rio Branco e Salvador, onde foram vendidas aos valores médios de R$ 33,06 e R$ 357,28, respectivamente.

Os produtos da cesta que tiveram as maiores altas no mês – na maior parte das capitais – foram a manteiga e o tomate. Em contrapartida, a batata, a banana, a carne de primeira, o óleo de soja, o açúcar e o arroz tiveram as maiores quedas no período. 

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Considerando o acumulado entre janeiro e julho deste ano, o custo da cesta caiu em 18 capitais – a de Rio Branco teve a maior queda (-13,63 %) , seguida por Manaus (-8,51%). A maior alta acumulada ocorreu em Aracaju (4,17%) .

O Dieese estimou ainda que o salário mínimo ideal para que o trabalhador pudesse cobrir seus gastos no mês de julho seria algo em torno de R$ 3.810,36. Esta valor é 4,07 vezes mais alto que o salário mínimo vigente no momento, que é de R$ 937.

A estimativa de salário mínimo ideal é baseada em uma avaliação que considera a determinação constitucional segundo a qual o valor recebido pelo trabalhador mínimo deve ser suficiente para suprir as necessidades de uma pessoa e de sua família com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência.

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Legumes mais caros

Além de terem a cesta básica com o segundo valor mais alto do País, os moradores de São Paulo também pagaram mais caro nos legumes em julho, quando o Índice de Preços da Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp) apresentou elevação de 2,34% na comparação com o mês anterior. No acumulado desde janeiro, houve alta de 5,10%, mas nos últimos 12 meses, os preços tiveram um recuo médio de 8,14%.

*Com informações da Agência Brasil