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Para especialista, segredo para sair do endividamento não é quanto se ganha, mas a organização de finanças a partir do salário que se recebe mensalmente

Brasil Econômico

No atual cenário econômico, boa parte da população de encontra com dívidas em atraso. Um levantamento do serviço de crédito Serasa Experian apontou que os brasileiros nunca estiveram mais endividados. Segundo o estudo, 61 milhões de consumidores estavam negativados em junho, atingindo recorde histórico. A partir deste cenário, realizar esforços para reduzir os gastos e manter as contas em dia se torna um desafio.

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Em muitos casos, os consumidores que já estão em uma situação delicada não sabem qual a melhor estratégia para acabar com  as  dívidas . Como se organizar? Por onde começar? Para responder a perguntas deste tipo, Dirlene Costa, vice-presidente administrativo financeira da MultiCrédito, empresa que oferece soluções para meios de pagamento, reuniu dicas que podem te ajudar a manter as contas pessoais em ordem.

Um dos pontos essenciais para reduzir as dívidas é fugir dos juros de empréstimos, cheque especial e cartão de crédito
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Um dos pontos essenciais para reduzir as dívidas é fugir dos juros de empréstimos, cheque especial e cartão de crédito

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O primeiro passo, segundo ela, é identificar os gastos mensais e classificá-los em três categorias: os que devem ser mantidos, os que necessitam de redução e os que precisam ser eliminados o quanto antes. Após definir as duas últimas categorias, a orientação dada por Dirlene passa pelos sete passos a seguir. Confira: 

1) Após analisar as despesas , o primeiro passo é avaliar o que você já possui. Compradores compulsivos costumam adquirir itens que não são usados. Para não cair nessa armadilha, organize tudo o que é prioridade no seu dia a dia e avalie o que realmente é necessário.

2) Não se desespere, apenas se responsabilize. Parece difícil, mas, assim como as dívidas foram criadas, podem ser solucionadas ao longo do tempo.

3) Ponha as dívidas em ordem de prioridade. Priorize credores abertos a negociações que consigam te oferecer mais vantagens.

4) Negocie com seus credores. Se optar por pagar a dívida de uma só vez negocie descontos, mesmo que sobre juros. Se não é possível pagar de uma só vez, proponha o pagamento parcelado mensalmente. Dessa forma, é possível evitar o acúmulo ainda maior de juros e o efeito "bola de neve".

5) Fuja de créditos que o deixam ainda mais endividado. Empréstimos, cheque especial e cartão de crédito possuem os juros mais altos do mercado e, na maioria das vezes, não colaboram em nada quando o assunto é a redução de dívidas.

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6) Mude seu perfil e passe de gastador para investidor. O ideal é ter despesas consideráveis somente com as compras que são realmente necessárias, que te levarão a um propósito de realização.

7) Por fim, tenha disciplina e foco até alcançar o objetivo de gastar menos do que ganha. A estratégia não está somente em quanto você recebe mensalmente, mas, sim, se você consegue organizar suas despesas em torno deste valor.

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