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Moeda estrangeira teve valorização de quase 10% após Michel Temer ser mencionado em delação da JBS; mercado mostra nervosismo no momento

Dólar tem valorização de quase 10% após novo escândalo na política
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Dólar tem valorização de quase 10% após novo escândalo na política



Para tentar conter a escalada do dólar o Banco Central (BC) anunciou a terceira manobra, por meio de leilão de swap cambial tradicional, para forçar a queda da moeda estrangeira no mercado brasileiro nesta quinta-feira (18).

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O dólar abriu o dia cotado em alta de quase 10% e após as intervenções – que foi a venda da moeda no mercado futuro –, às 15h40 estava cotada em R$ 3,32, valorização de 5,2%.  Criado em 2001, o swap cambial é uma ferramenta que permite ao Banco Central intervir no câmbio sem comprometer as reservas internacionais. O BC vende contratos de troca de rendimento no mercado futuro. Apesar de serem em reais, as operações são atreladas à variação do dólar.

O objetivo dessas operações feitas pelo Banco Central é dar proteção cambial às empresas em momentos de forte oscilação da cotação e liquidez (recursos disponíveis) no mercado. Por volta das 14h20 desta quinta, o dólar comercial era negociado para venda a R$ 3,3670, com alta de 7,4%.

A Bolsa de Valores de São Paulo ( Bovespa ) chegou a paralisar as atividades no início do pregão desta quinta-feira (18). As operações foram suspensas por meia hora a partir do mecanismo do circuit breaker, que amortece movimentos bruscos do mercado. A paralisação acontece sempre que o Ibovespa cai mais do que 10%. Na abertura desta manhã, índice da bolsa chegou aos -10,6%.

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No início da tarde, a bolsa ainda operava em baixa de -9,18%. No entanto, uma nova interrupção, dessa vez de uma hora, só deve ocorrer se o pregão cair abaixo de 15%. O instrumento acionado hoje não era usado desde outubro de 2008. Em caso de uma terceira queda, ultrapassando os 20%, os negócios podem ser suspensos por tempo indeterminado, a critério da direção da bolsa.

Títulos públicos

Pela manhã, o Tesouro Nacional informou que, em razão da volatilidade observada no mercado, não realizará os leilões de venda de Letras do Tesouro Nacional (LTN), com vencimentos em abril de 2018 e 2019 e em julho de 2020. Também não será promovido leilão de Letras Financeiras do Tesouro Nacional (LFT), com vencimento em março de 2023. O Banco Central não descartou a possibilidade de novos leilões para conter a alta do dólar.

*Com informações da Agência Brasil

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