Brasil Econômico

A polêmica entre o prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), e a gigante de vendas pela internet, Amazon, por conta de uma campanha publicitária divulgada pela empresa estimulou outras companhias a anunciarem doações para a cidade. Entre elas, a rede de e-commerce, KaBuM!, que prometeu coloboras com a doação de computadores e tablets. Em nota encaminhada à imprensa na terça-feira (28), a empresa afirmou que já está em contato com a prefeitura.

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"Os dois fundadores do KaBuM!, além de colaborar com a cidade, entendem estar realizando uma retribuição, já que ambos foram alunos da rede pública de ensino de São Paulo e, hoje, com muito trabalho, comandam a maior empresa de tecnologia da América Latina", disse o comunicado logo após a resposta de Doria à Amazon. "A empresa espera que essa atitude ajude também a inspirar futuros empreendedores que hoje são alunos da rede pública municipal".

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Reprodução/TV Globo - 02.01.2017
O prefeito João Doria (PSDB) utilizou sua página no Facebook para responder à campanha veiculada pela Amazon

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Nesta quarta-feira (28), a Multilaser, fabricante de equipamentos eletrônicos, utilizou seu Facebook para anunciar a intenção de doar tablets para escolas da cidade. "Tecnologia não é nada se não for feita pra deixar sua vida multimelhor. Por isso a gente quer fazer nossa parte", disse a empresa na publicação.

A rede de livrarias Saraiva não citou doações, mas utilizou sua conta no Twitter para se mostrar disposta a apoiar projetos na área de educação na cidade. "Queremos ajudar a incentivar a leitura e somar aos projetos que já temos", disse a empresa. Ainda na terça-feira (28), a Prefeitura de São Paulo oficializou uma parceria com a Microsoft para ampliar o uso de tecnologia na rede municipal de ensino.

De acordo com comunicado da prefeitura, uma das formas de contribuição da empresa é com "a implantação nas escolas de ensino fundamental nos Laboratórios de Educação Digital (LED), que transformarão os laboratórios de informática em espaços colaborativos". O texto não informou quando o acordo começou a ser planejado, mas, provavelmente, foi iniciado antes da polêmica com a Amazon. Segundo estimativas da prefeitura, a parceria beneficiará cerca de 422 mil estudantes do Ensino Fundamental e 58 mil docentes na rede pública.

Entenda

A polêmica entre o prefeito e Amazon começou após a empresa divulgar uma campanha questionando a decisão de apagar os grafites dos muros da avenida 23 de maio. Em uma publicação no Facebook, Doria perdiu uma "postura cidadã autêntica e não oportunista" . O post também trazia um vídeo em resposta à campanha.

"Já que a Amazon gosta tanto de São Paulo, gosta tanto do Brasil, ajude nossa cidade. Ajude a quem precisa. Se vocês gostam realmente, doem livros para as bibliotecas, doem computadores para as escolas públicas municipais, doem aquilo que a população precisa para fazer desta cidade, uma cidade mais feliz. A população agradece", disse o tucano na rede social.

Nesta quarta-feira (29), a Amazon respondeu ao vídeo de Doria e afirmou estar aberta às ideias que ajudem a democratizar o acesso à leitura no País. "Por isso, vamos doar centenas de dispositivos Kindle para instituições que promovem cultura e educação", anunciou a empresa no Facebook.



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