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Apesar do aumento, o número de pedidos permaneceu estável em 106,3 milhões, indicando que o acréscimo aconteceu por uma alta no tíquete médio

Vendas via dispositivos móveis concentraram 21,5% das transações do e-commerce em 2016
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Vendas via dispositivos móveis concentraram 21,5% das transações do e-commerce em 2016

O faturamento do e-commerce brasileiro foi de R$ 44,4 bilhões em 2016, o que representa um crescimento nominal de 7,4% na comparação com os R$ 41,3 bilhões registrados em 2015. Apesar do aumento na receita, o número de pedidos permaneceu estável em 106,3 milhões, indicando que o acréscimo foi registrado devido a uma alta no tíquete médio, que subiu 8% na comparação entre os períodos, passando de R$ 388 para R$417. As informações são do 35º relatório Webshoppers, divulgado pela Ebit nesta quinta-feira (16). 

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Pedro Guasti, CEO da Ebit, considera o resultado positivo, mesmo que este tenha sido o menor crescimento registrado desde o início da série histórica, em 2001. "O comércio eletrônico foi um dos poucos setores a andar na contramão da crise econômica. Além dos preços competitivos na comparação com o varejo físico, o e-commerce também foi beneficiado pela expansão do mercado de smartphones, que trouxe uma enorme gama de novos consumidores", afirmou.

Segundo o relatório, o número de consumidores ativos no comércio eletrônico cresceu 22% na comparação com 2015, de 39,14 milhões para 47,93 milhões. Guasti ressalta ainda o aumento das vendas via dispositivos móveis, que concentraram 21,5% das transações em 2016, ante 12,5% do ano anterior.

Renda familiar

Foi registrado um aumento de 8% na renda familiar, fazendo a comparação entre 2015 e 2016. A média passou de R$ 4.760 mil para R$ 5.142. "Esse movimento mostra o enfraquecimento da classe C nas compras do comércio eletrônico e consequente maior participação das classes mais abastadas nas compras virtuais", ressalta Guasti.

Mantendo a tendência estabelecida desde julho de 2014, as lojas de comércio eletrônico mantiveram a estratégia de cobrar pelo frete. Em dezembro de 2016, apenas 36% das vendas foram realizadas sem a cobrança adicional pela entrega.

O relatório também mostra que as compras realizadas no comércio eletrônico geraram um ganho econômico de R$10,6 bilhões em 2016, relativo à economia de preço e do poder de barganha dos consumidores junto ao varejo físico derivado das buscas na internet.

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Mais vendidos

Existem diversas categorias entre os produtos que podem ser encontrados no comércio eletrônico. Confira as áreas que registraram o maior volume de vendas em 2016:

1) Moda e Acessórios - 13,6%

2) Eletrodomésticos - 13,1%

3) Livros/Assinaturas/Apostilas - 12,2%

4) Saúde/Cosméticos/Perfumaria - 11,2%

5) Telefonia e Celulares - 10,3%

Quando o faturamento é levado em consideração, o cenário é diferente. Veja como ficaria o ranking:

1) Eletrodomésticos - 23%

2) Telefonia/Celulares - 21%

3) Eletrônicos - 12,4%

4) Informática - 9,5%

5) Casa e Decoração - 7,7%

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Retomada do crescimento

O e-commerce brasileiro deve faturar R$ 49,7 bilhões em 2017, de acordo com o relatório. Neste caso, o crescimento nominal de 12%. O tíquete médio deverá expandir 8%, para R$ 452, enquanto que, para o volume de pedidos, a expectativa é de uma alta de 4%, para 110 milhões.

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