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Para 80% dos profissionais, a maior diferença de tratamento é percebida na promoção de lideranças, segundo uma pesquisa realizada pela Amcham

A maioria das empresas brasileiras ainda enfrenta desafios significativos de equidade de gênero
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A maioria das empresas brasileiras ainda enfrenta desafios significativos de equidade de gênero

A maioria das empresas brasileiras ainda enfrenta desafios significativos de equidade de gênero entre os profissionais. A conclusão é de um estudo inédito da Câmara Americana de Comércio (Amcham), divulgada à imprensa nesta sexta-feira (04). Segundo a pesquisa, que foi discutida em Seminário pelo Empoderamento das Mulheres, nesta semana, as diferenças são ainda mais discrepantes quando se trata de cargos mais altos.

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De acordo com os dados do estudo, que entrevistou 350 profissionais, na sua maioria gestores de recursos humanos dos mais variados portes e segmentos, para 76% dos entrevistados e entrevistadas, as empresas ainda não tratam homens e mulheres de forma igualitária na estrutura organizacional e de gestão.

Com isso, a pesquisa revela que apenas 24% dos profissionais entrevistados avaliam de forma satisfatória a temática e tratamento de gênero dentro de sua companhia.

Cargos e promoções

Pela pesquisa da Amcham, na avaliação de 80% dos profissionais, a diferença de tratamento entre gêneros é percebida de maneira mais enfática na promoção de novas lideranças, com maior número de homens em nível gerencial.

Além disso, outros 12% consideram a seleção de candidatos o momento de maior diferenciação, ou seja, os profissionais são escolhidos mais por seu gênero do que pela sua competência. Ademais, 8% dos entrevistados apontam o estágio do desenvolvimento, com investimentos em treinamento desigual entre sexos na empresa onde trabalham.

Maternidade e carreira

Nada menos que 86% responderam que o papel cultural das mulheres nas estruturas familiares ainda é um dos fatores mais fortes em relação à interrupção de carreira. Para esta grande maioria, as mulheres arcam de forma desproporcionalmente maior com as tarefas domésticas e, principalmente, com a maternidade. Para 78%, o fato de se tornar mãe ainda gera interrupções ou pausas em plano de carreira para mulheres executivas.

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Desse modo, elas sofrem com consequências diretas, sendo menos promovidas e, também, sendo menos atendidas em suas ambições por cargos mais elevados.

Equidade como pilar de gestão

Na sondagem da Amcham, 52% declararam que não existe um programa formal ou qualquer tipo de ação de incentivo à equidade de gênero nas companhias. E ainda pior é que, das 48% das empresas que já possuem um programa estruturado, 63% avaliam os resultados gerados a partir da ação ainda como “regulares”, com mudanças pontuais na cultura da empresa. Além disso, só 19% estão satisfeitos com as ações e estágio atual do seu programa de equidade.

O que fazer

Para promover em maior nível a equidade de gênero, existem três aspectos prioritários a serem trabalhados, segundo a pesquisa:

- Financeiro : igualando salários e benefícios entre gêneros do mesmo cargo é uma maneira de aumentar a igualdade para 47% dos entrevistados.

- Recursos humanos: 30% disseram que aumentando o número de mulheres no quadro de funcionários é uma maneira de combater a desigualdade.

- Jurídico: 23% acreditam que, ao igualar os direitos e os benefícios, independente de gêneros, a empresa está lutando pela igualdade.

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“Quando, para 47% dos empresários, igualar salários entre gêneros ainda é o maior obstáculo para as empresas , percebemos o quanto falta avançar”, comenta Deborah Vieitas, CEO da Amcham Brasil, e primeira mulher a comandar, em 98 anos, a maior Câmara Americana, entre 114 existentes fora dos Estados Unidos.