Tamanho do texto

Segmento de Alimentos e Bebidas, que representa 22% no orçamento familiar, foi responsável por 76% do crescimento registrado no mês de julho

Impacto do aumento nos preços dos alimentos foi mais sentido nas famílias das classes D e E
Divulgação/Pixabay
Impacto do aumento nos preços dos alimentos foi mais sentido nas famílias das classes D e E

O aumento nos preços dos alimentos e das bebidas exerceu o maior impacto na alta no custo de vida na Região Metropolitana de São Paulo no mês de julho, que cresceu 0,38% se comparado com o mês de julho, quando foi registrada alta de 0,34%, segundo pesquisa da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP). Considerando o total acumulado de janeiro a julho, a elevação do custo de vida saiu de 4,80% e atingiu o patamar de 9,24% nos últimos 12 meses.

LEIA:  Indústria paulista fecha 11 mil postos de trabalho em agosto, aponta Fiesp

Além dos preços dos alimentos , que representaram 1,31% do crescimento no custo de vida, o setor de Transportes também exerceu impacto significativo, com alta de 0,82%. O segmento de Alimentos e Bebidas, que representa 22% no orçamento familiar, foi responsável por 76% do total na alta no mês de julho.

Dos nove grupos avaliados, apenas dois tiveram queda registrada no período: Habitação, que apresentou uma redução de 0,63%, e Vestuário, que caiu o total de 1,21%. Somados, estes dois segmentos representam algo próximo de 23% do orçamento familiar. A queda nos preços destas áreas, porém, não exerceu impacto suficiente para reduzir o indicador de forma mais significativa.

LEIA MAIS: Conheça os cuidados que você deve ter ao usar o cartão de crédito 

O impacto do aumento nos preços foi mais sentido nas famílias das classes D e E. Elas tiveram aumento de 0,70% e 0,69%, respectivamente, em seus custos de vida. Isso acontece porque essas famílias são as que mais priorizam a alimentação em seu orçamento, fazendo com que o setor de Alimentação e Bebidas represente até 27,76% para a classe D e 29,76% para a classe E.

LEIA TAMBÉM:  Receita libera pagamento de restituições do quarto lote do IR 2016

As classes A e B, no entanto, foram as que menos sentiram o aumento nos preços dos alimentos. Essas famílias terminaram o mês de junho com variação positiva. 0,22% para a classe A e 0,28% para a classe B. O segmento de Alimentos e Bebidas, nessas duas faixas, tem um impacto muito reduzido se comparado às outras faixas. O peso do setor para as famílias das classes A e B é de 15,65% e 18,13%. respectivamente.