Rio $urreal já tem cerca de 133 mil seguidores em rede social; movimento tem adesões em Belo Horizonte e São Paulo

Cédulas Surreais, criadas pelo webdesigner Toinho Castro: contra abuso de preços
Divulgação
Cédulas Surreais, criadas pelo webdesigner Toinho Castro: contra abuso de preços

Ainda faltam quase cinco meses para o início da Copa do Mundo, mas os brasileiros já começaram a sentir no bolso os reflexos do esperado aumento do fluxo de turistas no País. Com a disparada do preço de vários produtos e serviços, a população começa a se organizar em redes sociais para denunciar preços abusivos.

O movimento ganhou novo impulso após um webdesigner ter criado uma nova moeda para o Brasil, a $urreal. Com a estampa do pintor catalão surrealista Salvador Dalí, a cédula protesta contra os preços altos encontrados pelos consumidores em diversas capitais brasileiras. 

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Logo depois da divulgação do protesto contra preços abusivos com as cédulas do $urreal, foi criada a página Rio $urreal – Não pague, que já reúne mais de 133 mil consumidores no Facebook. Há também a Somos um Rio Surreal , que tem cerca de 28 mil seguidores, e a Sampa $urreal , com 3,4 mil seguidores. Há até quem tenha apostado na segmentação, como se vê na página  Região dos Lagos $urreal , para denunciar abusos na região turística do Estado do Rio de Janeiro. 

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A ideia chegou em outros Estados, como Minas Gerais. A página BH $urreal  reúne por volta de 24 mil consumidores.  

Uma das pioneiras desse tipo de protesto foi a comunidade  BoicotaSP , criada em abril de 2013 e que reúne em torno de 63 mil paulistanos que compartilham considerados abusivos e conclamam um boicote aos estabelecimentos. 

Conscientização

Os organizadores da página mais popular, a Rio $urreal , dizem não ter como objetivo que todos os preços sejam baixos ou simplesmente boicotar estabelecimentos, mas, sim, conscientizar consumidores sobre abusos.

O foco, segundo os organizadores, não é nos produtos ou nos serviços que contenham ingredientes mais sofisticados ou funcionários bem treinados, mas, sim, produtos do dia a dia. "Duro é pagar R$ 30 por batata frita. Ou R$ 11 por um suco. Ou R$ 8, R$ 9 ou R$ 10 por uma garrafinha de água mineral", opinam na página.

Mais do que denunciar quem cobra caro, a ideia é mudar a mentalidade de quem compra. "Cabe a você, que está com a carteira no bolso – ou na bolsa, menina – decidir se vai pagar um absurdo por um hambúrguer esturricado, por uma massa fora do ponto, por uma cerveja quente. Você deve mudar sua atitude antes de exigir queda dos preços", concluem em um post.

Defesa de preços mais honestos

Existem também páginas que, em vez de divulgarem preços abusivos, indicam lugares onde consideram cobrar um preço honesto em tempos de exorbitância. 

Além da SP Honesta , que reúne por volta de 30 mil paulistanos, foi criada recentemente a página Curitiba Honesta , que tem 9 mil seguidores, e também a Se Vira no Rio , que reúne em torno de 15 mil consumidores, com esse objetivo. 


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