O trio de investidores brasileiros formado por Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Carlos Alberto Sicupira se especializou em comprar ícones da cultura americana. Em meados de 2008, foi a Anheuser-Busch, dona da Budweiser, uma das cervejas mais populares no país, arrematada por US$ 50 bilhões. O negócio deu origem à maior cervejaria do mundo, a Anheuser-Busch Inbev, que tem mais de 200 marcas em seu portfólio. O investimento de US$ 4 bilhões na compra do Burger King, segunda maior rede de fast food do mundo, segue o mesmo enredo. O hambúrguer é considerado um dos símbolos do capitalismo americano. Mais do que isso, é um negócio bastante lucrativo. Só nos Estados Unidos, o mercado de fast food movimentou US$ 178 bilhões em 2009 – no Brasil, esse número chegou a R$ 11,9 bilhões no mesmo período.
Apesar de ser considerado um ícone da cultura americana, a origem do fast food pode ser encontrada nas barracas de pão e vinho instaladas nas ruelas da Roma antiga e nas lojas de noodles prontos para comer em cidades asiáticas. A forma como conhecemos hoje esse tipo de comida, no entanto, surgiu nos Estados Unidos. Fundada em 1921 em Wichita, no Kansas, a rede de restaurantes White Castle tinha como objetivo acabar com a sensação de que o hambúrguer era um tipo de comida feito de resto de carne e em lugares com pouca higiene. Para tentar mudar isso, Walter Anderson e seu sócio, Edgar Ingram, construíram as lojas usando porcelanato branco e vestiram os funcionários com uniformes que deveriam estar sempre impecáveis. Foi um sucesso. Hoje, a White Castle tem 400 lojas e vende 500 milhões de sanduíches ao ano.
Os fundadores do White Castle deram o pontapé inicial para a criação de um mercado que ganhou força na década de 1950, com a criação do McDonald’s e do Burger King, e que hoje movimenta centenas de bilhões de dólares. Só nos Estados Unidos, são quase 304 mil restaurantes, que deixaram de vender hambúrguer para oferecer comida mexicana, tailandesa, pizza e outros tantos tipos de alimentos. Quase quatro milhões de pessoas trabalham nessa indústria americana e geram uma receita de US$ 178 bilhões, equivalente ao Produto Interno Bruto (PIB) do Estado do Rio de Janeiro. A cultura americana de restaurantes que servem comida com rapidez e a preços relativamente baixos se espalhou pelo mundo. No Brasil, estudo da Associação Brasileira de Franquias (ABF) aponta que existem 41 cadeias de fast food que, juntas, somam 5,3 mil lojas e faturaram R$ 11,9 bilhões no ano passado.
O documentário Super Size Me jogou luz sobre o problema de saúde pública causado pela indústria do fast food
Ônus do sucesso
Apesar de gerar muitos empregos e riquezas, a popularização dos restaurantes fast food trouxe pelo menos um grande problema. Por usarem muita gordura para preparar com rapidez os alimentos, as redes passaram a ser apontadas como as grandes responsáveis pela epidemia de obesidade que tomou conta de alguns países. De acordo com estudo publicado pela Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos, 34% dos adultos acima de 20 anos são obesos. Outros 34% estão acima do peso. É um número duas vezes maior do que o registrado na década de 1960, quando as cadeias de fast food passaram a se popularizar. No Brasil, a situação se repete. Estudo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostra que 14,5% dos brasileiros acima de 20 anos são obesos. Há 35 anos, esse número estava pouco acima de 5%.
O foi parar nas telas dos cinemas. No documentário Super Size Me, de 2004, o diretor americano Morgan Spurlock mostra o que pode acontecer com uma pessoa se ela comer durante 30 dias consecutivos, nas três refeições do dia, os sanduíches vendidos no McDonald’s. Durante a gravação, Spurlock chegou a consumir cinco mil calorias por dia – 2,5 vezes mais do que uma dieta considerada balanceada. O resultado? Onze quilos a mais na silhueta e sintomas de depressão, letargia e dores de cabeça. Um médico chegou a descrevê-lo como um viciado. O documentário trouxe à tona a discussão sobre a obesidade causada pelas redes de fast food e ajudou a acelerar a mudança no cardápio de algumas lanchonetes, como o próprio McDonald’s. Hoje, é comum encontrar saladas e até frutas no menu desses restaurantes.
Vida nova
O mercado de fast food é novidade na vida de Lemann, Telles e Sicupira, que adquiriram por US$ 4 bilhões nesta quinta-feira o Burger King, a segunda maior rede de fast food dos EUA. Os investidores começaram a trabalhar no setor financeiro no início dos anos 1970 antes de embarcar para a compra de ativos da chamada economia real - o que acontece anos depois com a compra da Lojas Americanas, em 1982, e da cervejaria Brahma, em 1989. Dez anos depois, juntou a cervejaria à Antarctica, criando a AmBev, a maior empresa de bebidas das Américas. Em 2004, o trio deu uma grande tacada ao unir-se à cervejaria belga Interbrew, criando a InBev, a maior cervejaria do mundo. Não durou muitos anos para então adquirir a Anheuser-Busch, a maior cervejaria dos EUA, dona da marca Budweiser, a mais consumida no mundo.
Os americanos gostam de dizer que eles é que inventaram tudo.. eles dizem que inventaram o "fast food" na década de 50 mas em Belo Horizonte já existe o café Palhares, que serve o CAOL ( Carne arros ovo linguiça) desde a década de 40...
Responder comentário | Denunciar comentárioPensar que a fortuna destes senhores veio do mercado de capitais....e que somente a "alguns anos" estão na economia real...quanto dinheiro este povo jah ganhou não..
Responder comentário | Denunciar comentárioao trio : a Pepsi continua sendo a /grande/ marca do ' mal ' do grupo : MAL divulgada , MAL trabalhada . MAL perfil de distribuição (lugares de categoria inferior) , MAL suprida nos pontos de vendas , MAL lembrada co'esse marketing inibido ...enfim , só compra Pepsi quem realmente a curtiu no passado . Parece até a Ford com seus produtos .
E afinal , quanto tempo /ainda/ teremos que esperar para a Pepsi zero ? .
Elias | 06/09/2010 20:43
E o que tem haver PEPSI com os três empresários ???
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PEPSI é uma marca de refrigerantes americana que no BRASIL, ( Digo no Brasil e em alguns outros países ) tem a autorização da marca para fabricar , engarrafar e comercializar este refrigerante.Assim como tem contrato com a PEPSI, A interbrew tem contrato da mesma forma em outros países com outras empresas de refrigerante , até mesmo com a Coca-cola.
o TRIO brasileiros não tem investimentos na Pepsi! Apenas acordo na America do Sul.
Desculpe, , mas a resposta ao comentário do Jarbas foi dado pelo Sucupira e na reportagem consta Sicupira, ou é alguem tentando se passar pelo investidor ou ele não sabe o próprio nome ou o reporter esqueceu uma das regras básicas de prestar informação.
Responder comentário | Denunciar comentárioAs vezes o sucesso esta enfrente os nosso olhos. É só uma questao de visao.
Responder comentário | Denunciar comentárioUds. tienen una tecnica muy maLA, PERDON OR SER HONESTO PERO HE TRATADO 5 VECES Y SIEMPRE REPORTAN QUE TIENEN ERROR, YO NECESITO MANDAR LA NOTICIA DE LOS TRES BRASILENOS UE COMPRARON EL BURGEN KING Y YA TIENEN LA CERVEZA BUDWAISER,SI UDS. QUIEREN ME O MANDAN...............?
Responder comentário | Denunciar comentárioRespondendo a pergunta do Jarbas. SIM, é a vez da PEPSI Co. pois temos uma parceria com a Ambev, caso não saiba, fazemos a distribuição de seus produtos junto com nosso portifolio.
Responder comentário | Denunciar comentárioCreio que chegou a hora de Reversão de Investimentos.Afinal quantas vzs o Capital Estrangeiro avançou sobre nosso Mercado .Exemplos nao Falta.Foram os Portugueses,Espanhois.Uma Dica seria Entrar na Europa via Portugal e Espanha..Seria uma boa forma de retribuir ,com mais competencia tudo que fazem por aqui.Vide Telefonica.Santander.etc..
Responder comentário | Denunciar comentárioricardinhus | 03/09/2010 12:25
gostei da ideia! apoiado!
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