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Categoria critica deputada por não apoiar a inclusão de regras exclusivas para aposentadorias de policiais no parecer da reforma da Previdência

Depois de Jair Bolsonaro (PSL) ter sido chamado de “traidor”  por delegados federais que protestavam para pressionar o governo a incluir regras mais brandas para as aposentadorias de policiais na reforma da Previdência, foi a vez da deputada Joice Hasselmann (PSL-SP) receber o mesmo adjetivo da categoria.

Joice Hasselmann
Agência Brasil / Valter Campanato
Joice Hasselmann é recebida na Câmara por gritos de "traidora" vindos de agentes policiais que criticam a deputada

Nesta quinta-feira (4), ao chegar para a votação da comissão especial da reforma na Câmara dos Deputados, Joice Hasselmann foi recebida por um grupo de policiais e agentes de segurança que a chamavam de “ traidora ”.

Em sua conta no Twitter, a líder do governo no Congresso afirmou que “não vai defender privilégios” e ainda criticou as aposentadorias “de até 30 mil reais” recebidas por servidores públicos. “Estou do lado do povo”, escreveu.

Na rede social, a hashtag “JoiceOdeiaPolícia” vem ganhando força, com muitos tuítes contra o posicionamento da parlamentar. “Lembrando que você só se elegeu em virtude do Bolsonaro. Ou seja, o Bolsonaro vai perder e você vai junto. Vocês são injustos. Traidores, sem palavra”, escreveu um usuário.

“A deputada está lutando desesperadamente para destruir a segurança pública brasileira! Atitude vergonhosa e que jamais será esquecida”, comentou outro. “Muito feio a senhora trabalhando contra as polícias. Aposentadoria policial não é privilégio, é necessidade de quem todos os dias dá a sua vida pela sociedade”, postou mais um.

Servidores da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal  pressionam o governo para negociar a inclusão de uma aposentadoria especial às categorias, com integralidade e paridade para os beneficiários.

Na quarta-feira (3), após intervenção do presidente Jair Bolsonaro, um acordo chegou a ser anunciado para reduzir a idade mínima de aposentadoria desses profissionais. No entanto, os policiais rejeitaram a mudança, que acabou sendo derrubada, mantendo a proposta original do governo (idade de 55 anos para homens e mulheres). Agora, essas mudanças serão analisadas de forma separada.

Neste momento, com a  aprovação do texto-base na tarde desta quinta, estão sendo analisados mais de uma centena de destaques para votação em separado. Alguns tratam da inclusão dos guardas municipais nas regras dos agentes de segurança pública, que têm idade mínima e tempo de contribuição mais favoráveis em relação à maioria dos trabalhadores.