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Marcelo Ramos (PL) defende que parlamentares se posicionem em relação à reforma, votando contra ou a favor, porque o Brasil não pode mais esperar

marcelo ramos e samuel moreira
Marcelo Camargo/Agência Brasil - 9.5.19
"O que o País não pode viver é essa incerteza", diz Marcelo Ramos (PL), presidente da comissão especial da nova Previdência

O presidente da comissão especial da reforma da Previdência, deputado Marcelo Ramos (PL), afirmou que a indefinição em relação à votação da proposta paralisa o País. Ramos pretende acelerar a tramitação do projeto no colegiado e defendeu que os parlamentares se posicionem em relação à matéria, votando contra ou a favor, porque o Brasil não pode mais esperar. 

"Há um país lá fora esperando uma decisão. Eu não sei se ela vai ser pela aprovação [da reforma ], ela pode ser pela rejeição. O que o País não pode viver é essa incerteza. Se aprovar, nós sabemos e podemos imaginar o que vai acontecer com a economia do País. Se rejeitar, nós precisamos começar a construir outros caminhos. Essa indefinição é paralisadora", disse Ramos.

Ao ser questionado se estaria dando um recado aos partidos do centrão que trabalham para adiar a votação da reforma , o presidente da comissão respondeu: "Esse é um recado para todos, para o País, para a Câmara dos Deputados". 

Ramos ainda destacou que se não fossem os partidos do centrão, do qual ele faz parte, a reforma não tinha avançado. Ele mencionou que tem conversado com vários líderes e que percebeu uma melhora o clima, diante da possibilidade de o relator, deputado Samuel Moreira (PSDB), fazer novos ajustes no seu parecer .

As questões relativas aos estados e municípios são um dos principais motivos de insatisfação do centrão em relação ao relatório. Mas há outros pontos, como a reoneração da contribuição previdenciária das exportações agrícolas, que desagradou a bancada ruralista.

Ramos reiterou que pretende abrir a sessão da comissão no início da tarde desta quarta-feira (3) para votar, pelo menos, os requerimentos da oposição do adiamento dos trabalhos. "Havendo clima, vou acelerar o processo, disse. A tendência é que a votação do parecer da reforma da Previdência seja adiada para a próxima semana.