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Presidente da Câmara também acredita que o texto que poderá ser votado nesta quarta-feira (3) trará uma economia de até R$ 940 bilhões em dez anos

rodrigo maia
Pablo Valadares/Câmara dos Deputados - 27.6.19
Rodrigo Maia (DEM)

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM), afirmou nesta terça-feira (2) que há um acordo firmado entre partidos que apoiam reforma da Previdência para que destaques não sejam apresentados ao relatório que será votado em comissão especial. Maia também espera que o PSL, partido do governo, não apresente sugestões de alteração no texto do relator Samuel Moreira (PSDB).

Além disso, o presidente da Câmara disse que o texto que poderá ser votado na quarta-feira (3) representará uma economia de R$ 930 bilhões a R$ 940 bilhões em dez anos. Apesar de ter encontrado governadores hoje, Maia não chegou a um acordo para incluir estados e municípios na reforma , mas garantiu que trabalhará "até o último minuto" para fazê-lo. 

"A gente está tentando construir um caminho e ainda não encontramos. Ainda temos até amanhã [para incluir estados e municípios], que é mais difícil, e o plenário na próxima semana, se tudo der certo. Acho que a política é a arte de dialogar e ter paciência, e é isso que nós estamos fazendo. Vamos fazer [política] até o último minuto com a compreensão de que é importante incluir os governadores", afirmou.

Desde ontem (1º), o PSL negocia uma forma de abrandar a aposentadoria de policiais federais . Maia diz que um ajuste poderia ser feito no relatório de Moreira desde que não haja impacto na economia da reforma. Segundo o deputado, reivindicações como "paridade e integralidade não cabem mais a ninguém".

Maia disse ainda que a negociação só poderia envolver a transição para os servidores que já estão no sistema e, mesmo assim, seria preciso obter uma análise técnica do Ministério da Economia. "Nós estamos negociando. O que se pede é muito difícil que o relator possa acatar, mas um acordo intermediário que tenha um custo pequeno para a economia do projeto, acho que vale a pena estudar até a hora da votação", opinou.