Tamanho do texto

Para o ministro, o Brasil terá uma boa surpresa com a tramitação da reforma: "A classe política está à altura da responsabilidade que o momento exige"

paulo guedes
Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
"Vamos ter uma surpresa positiva, ao contrário desse pessimismo que vemos por aí", garantiu o ministro Paulo Guedes

O ministro da Economia, Paulo Guedes, acredita que a reforma da Previdência poderá ser aprovada em até 60 ou 90 dias. Além do otimismo com a tramitação da proposta, Guedes afirmou que o governo terá espaço para adotar medidas que vão incentivar a economia, como o "choque da energia barata", que inclui a quebra do monopólio da exploração do gás natural.

Leia também: Mais da metade dos servidores estaduais no País tem aposentadorias especiais

"Acreditamos que a Previdência será aprovada em 60 ou 90 dias. Vamos ter uma surpresa positiva, ao contrário desse pessimismo que vemos por aí. A classe política está à altura da responsabilidade que o momento exige. Acho que em até 90 dias vamos ter isso aprovado e entrar em uma agenda positiva", disse o ministro durante evento da Federação das Associações Comerciais de São Paulo (Facesp).

A uma plateia composta por dirigentes de associais comerciais, Guedes defendeu sua pauta liberal e aproveitou para destacar o trabalho dos presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), e do Senado, Davi Alcolumbre (DEM), no processo de tramitação da reforma. Para ele, é preciso parar de se preocupar com os ruídos causados pela discussão, que para ele são secundários.

Guedes ainda defendeu um choque de energia barata, lembrando que o gás no Brasil custa em torno de US$ 12 e, na Europa, em que não há reservas, US$ 7. "Esse choque virá da quebra de dois monopólios. Primeiro, da Petrobras . Já estamos falando isso com o Ministério de Minas e Energia para quebrar o monopólio da exploração e, depois da distribuição", explicou.

Além de um custo menor de gás para a produção industrial, Guedes afirma que haverá também, em até três anos, uma redução no custo do gás de cozinha . "O gás de cozinha vai chegar pela metade do preço nas famílias em um prazo de dois ou três anos", garantiu.