A deputada e líder do governo no Congresso Nacional, Joice Hasselmann (PSL) questionou, neste domingo (5), a regra de aposentadoria para professores no Brasil. Em uma rede social, ela ressaltou que os professores contribuem por menos tempo que outros trabalhadores.
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"Hoje, os professores se aposentam MAIS CEDO que as DEMAIS CATEGORIAS de trabalhadores", escreveu em sua conta no Facebook. "Você acha que o professor deve se aposentar pela MESMA REGRA que todos os trabalhadores?", continuou, começando uma votação sobre a aposentadoria da categoria entre os internautas.
Até o momento, a enquete conta 55%( contra 45%) de votos contários à que professores sejam obrigados a seguir as mesmas regras de aposentadoria de outras categorias. A publicação de Hasselmann gerou muitas críticas entre os internautas.
"Eu concordaria em me aposentar na mesma regra dos demais trabalhadores se a minha profissão fosse como a dos demais trabalhadores", comentou uma internauta, que lista os motivos pelos quais a profissão de professor é diferente, como precisar fazer correções de trabalhos e provas em casa, planejar aula aos finais de semana e classes superlotadas, além de jornada de trabalho dupla ou até tripla.
Outros questionaram as regras de aposentadorias dos políticos e lamentaram a desvalorização do trabalho dos professores
. " Você acha justo um senador, após 8 anos estar aposentado minha querida? Vcê sabe quanto é insalubre um ambiente escolar? ", disse um. "Faça outra enquete: hoje, os políticos se aposentando MAIS CEDO que TODAS AS DEMAIS CATEGORIAS. Você acha que o político deve se aposentar pela MESMA REGRA que todos os trabalhadores?", questionou outro.
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Apesar da maioria dos comentários contra o questionamento da deputada, alguns internautas concordaram com a colocação. "Sou professor de História e aprovo, eu penso em uma nação inteira, não em meu próprio bolso ou minha comodidade", escreveu um deles. Para outro, caso os professores continuem com regime especial de aposentadoria, outros trabalhadores também deveriam tê-lo. "Se for observar pela ótica da relevância ou do sacrifício, várias outras profissões também necessitariam de regime especial. Mas, com isso, a conta não fecharia. Igualdade é o que deve prevalecer."