Tamanho do texto

Investidores apostam em uma possível desaceleração global e moeda americana apresenta redução de 0,8% nesta quarta-feira; leia mais

dólar  comercial mantém a tendência da véspera e opera em queda nesta quarta-feira (21). A moeda americana registra variação negativa de 0,8%, valendo R$ 4,018. O que contribui para este cenário, do lado internacional, é a expectativa de que as autoridades monetárias das principais economias reduzirão taxas de juros. Internamente, os investidores aguardam o leilão de dólar à vista no mercado, feito pelo Banco Central (BC).

dólar arrow-options
MARCELLO CASAL JR./AGÊNCIA BRASIL
Dólar em queda é cotado a R$ 4,018 nesta quarta-feira

Leia também: Minirreforma trabalhista: Senado vota MP da liberdade econômica nesta quarta

Em meio a um cenário de possível desaceleração da atividade econômica global, o mercado aguarda as sinalizações dos Bancos Centrais a respeito da flexibilização da política monetária. Ainda na cena externa, segue no radar as negociações entre China e Estados Unidos a respeito da guerra comercial que se arrasta há mais de um ano.

Na agenda doméstica, dois fatos ligados à agenda econômica deixam os investidores com expectativas positivas. O BC passará a vender dólar das reservas cambiais à vista no mercado pela primeira vez em mais de 10 anos. Entre esta quarta e o dia 29 de de agosto, a autoridade monetária irá rolar contratos de swap que vencem em 1º de outubro, no total de US$ 3,844 bilhões, com um mecanismo novo.

A medida faz parte da Agenda BC#, que tem entre seus objetivos "aprimorar o uso dos instrumentos disponíveis para a atuação no mercado de câmbio" e não teve como objetivo de conter a volatilidade da moeda americana verificada nesta quarta-feira.

Soma-se à medida do BC o possível anúncio que o ministro da Economia Paulo Guedes deve fazer ainda nesta quarta. Na véspera, o ministro disse que revelaria 17 empresas que seriam privatizadas. Segundo Guedes, "tem gente grande que acha que não vai entrar (na lista), mas que vai entrar sim na faca".

Leia também: "Não vamos subir o teto de gastos. Vamos é quebrar o piso", diz Paulo Guedes

Na Ásia, os índices acionários chineses tiveram pouca movimentação enquanto o mercado aguarda pistas de autoridades no país e no exterior nesta semana sobre mais suporte ao crescimento em meio à guerra comercial com os Estados Unidos. O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, fechou com queda de 0,16%. Em Tóquio (Japão), o índice Nikkei recuou 0,28%.