Apesar de ter começado o dia em queda, dólar muda de rumo e opera em alta nesta tarde
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Apesar de ter começado o dia em queda, dólar muda de rumo e opera em alta nesta tarde


Depois de começar o dia em queda influenciado pela intervenção do Banco Central (BC) , o dólar mudou de rumo e opera em alta no início da tarde desta segunda-feira (20). Na máxima, a moeda americana bateu R$ 4,1219, maior cotação desde setembro do ano passado.

Na mínima, logo na abertura dos mercados, o dólar chegou a descer a R$ 4,0782.  A pequena queda foi resultado da atuação do Banco Central, que tenta conter a alta da moeda realizando leilões a partir de hoje (20) até a próxima quarta-feira (22).

Nesses leliões , o chamados de linha, o objetivo é vender a moeda americana com o compromisso de recomprar o mesmo valor futuramente. No total, a instituição financeira pretende vender até US$ 3,75 bilhões.

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Entenda os motivos para a alta do dólar

A alta do dólar  nos últimos dias tem origens no cenário exterior e pela política nacional. No Brasil, as atenções continuam voltadas para a aprovação da reforma da Previdência , que ainda tramita a passos lentos na Câmara dos Deputados.

Além disso, o mercado não reagiu bem ao anúncio de que os parlamentares da comissão especial da nova Previdência poderiam apresentar um texto alternativo ao projeto do governo. Apesar dos rumores, o secretário especial de Previdência e Trabalho, Rogério Marinho, descartou, mais cedo, a possibilidade. Segundo ele, houve um "ruído de comunicação" e as modificações necessárias no projeto serão feitas na própria Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 6/2019, entregue pelo governo.

Além das novas regras de aposentadoria, o crescente pessimismo em relação ao crescimento econômico brasileiro neste ano também é um influenciador na cotação do dólar . Hoje, o Banco Central ajustou pela 12ª vez seguida a expectativa de alta do PIB de 2019 para baixo, alcançando 1,24% .

No exterior, a guerra comercial entre China e Estados Unidos continua assustando o mercado financeiro. As duas potências ainda não chegaram a um acordo sobre suas tarifas, e a  constante troca de farpas faz com que a moeda reaja.

Na última semana, o presidente dos EUA, Donald Trump, investiu contra a empresa de tecnologia chinesa Huawei, proibindo-a de ocmprar tecnologia norte-americana. Como resposta, a China mandou prender dois canadenses, como forma de retaliação à ajuda do Canadá aos EUA contra a Huawei

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