Tamanho do texto

Valor de R$ 500 é defendido pelo governo como forma de atender a maior parte dos trabalhadores brasileiros, com saldo inferior ao máximo. Veja

Jair Bolsonaro arrow-options
Marcos Corrêa/PR
Jair Bolsonaro anunciou a liberação de recursos das contas ativas e inativas do FGTS

O presidente Jair Bolsonaro negou na manhã desta sexta-feira (26) que tenha atendido interesse de construtoras ao liberar saques do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) com limite em R$ 500, e disse que "acha difícil" o Congresso aprovar um aumento no valor do saque, embora os parlamentares tenham o direito de alterar.

Leia também: Saque-aniversário do FGTS deve movimentar R$ 150 bilhões, diz governo

Bolsonaro  ressaltou, no entanto, que é preciso mostrar de onde tirar recursos para dar continuidade ao programa Minha Casa, Minha Vida. "Acho difícil eles (parlamentares)  tomarem medida nesse sentido, mas tem todo o direito de tomar. Se na ponta do lápis, eles falarem que não será atingida a construção de casa popular no Brasil, não tem problema. Depende de eles mostrarem. Matemática não tem como fugir. Dois e dois são quatro e ponto final", afirmou o presidente.

A medida provisória (MP) que  limitou o saque emergencial em R$ 500 neste ano, por conta ativa ou inativa do FGTS , foi assinada nesta quarta-feira (24). O presidente ressaltou ainda que o governo procurou atender 82% de pessoas com saldo abaixo do valor máximo permitido para saque.

Leia também: Petrobras deve privatizar Liquigás em agosto, revela presidente da estatal

"Alguns falam que eu atendi interesses de construtoras. Não, atendi interesse do povo não majorando isso, porque nós temos que ter recursos para continuar o programa Minha Casa, Minha Vida , que é muito importante para quem não tem onde morar. Essa que é a nossa intenção", argumentou.