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Presidente da Abras aponta que, embora o resultado seja de alta, a porcentagem demonstra que o crescimento econômico segue lento; no segundo semestre, as variações devem melhorar por causa do 13º salário

Vendas nos supermercados devem aumentar no segundo semestre de 2018
Tânia Rêgo/Arquivo/Agência Brasil
Vendas nos supermercados devem aumentar no segundo semestre de 2018

As vendas nos supermercados cresceram 1,91% entre janeiro e julho deste ano, na comparação com o mesmo período do ano passado. O resultado faz parte do Índice Nacional de Vendas da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), divulgado nesta terça-feira (4).

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Na comparação entre os meses de junho e julho deste ano, as vendas nos supermercados também registraram crescimento de 1,12%. Já em relação a junho de 2017, a alta foi de 0,30%. No acumulado do ano, as vendas cresceram 5,34%.

De acordo com os dados apurados pelo Departamento de Economia e Pesquisa da Abras, em valores nominais, as vendas do setor tiveram alta de 1,45% na comparação com junho. Entretanto, frente a julho do ano passado, a alta chegou a 4,78%.

Resultado das vendas nos supermercados demonstra recuperação lenta

Vendas nos supermercados estão mais viáveis no Nordeste, região tem a cesta mais barata do País
Reprodução
Vendas nos supermercados estão mais viáveis no Nordeste, região tem a cesta mais barata do País

O presidente da Abras, João Sanzovo Neto, explica que o resultado real acumulado mostra uma desaceleração no ritmo de vendas do setor. “Embora a  taxa de desemprego esteja em queda, ainda atinge 13 milhões de brasileiros economicamente ativos, o que impacta diretamente no poder de compra das pessoas”, aponta.

Por outro lado, Sanzovo Neto diz que a Abras está com boas expectativas para os próximos meses, uma vez que já houve o pagamento da primeira parcela do décimo terceiro salário dos aposentados e a liberação do PIS/Pasep. Sendo assim, ele afirma que a economia deve ganhar um impulso no segundo semestre.

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Outra pesquisa feita pela Abras foi em relação ao preço da cesta “Abrasmercado”, composta por 35 produtos de largo consumo que apresentou uma alta de 1,55% em julho, uma vez que passou de R$ 457,27 para R$ 464,36.

As maiores altas foram registradas nos itens massa sêmola espaguete, farinha de mandioca e leite longa vida, que ficaram, respectivamente, 14,58%, 11,59% e 8,55% mais caros, em média. O sabão em pó também ficou 5,74% mais pesado para o bolso do consumidor .

Os produtos que apresentaram as quedas mais significativas estão a cebola, que caiu 34,74%, o tomate com a retração de 22,36% e a batata que ficou, em média, 21,97% mais barata.

Segundo o balanço, a região Norte do Brasil foi a que apresentou a maior variação nos preços da cesta de julho, com alta de 6,65%, chegando inclusive ao maior preço do País, de R$ 522,45. Enquanto que a região Sul apresentou retração de 0,14%, e chegou a R$ 516,71. Porém, as vendas nos supermercados estão mais viáveis no Nordeste, uma vez a região tem a cesta mais barata, custando R$ 399,64.

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