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Sistema de cashback permite que usuário ganhe de volta parte do dinheiro que gasta em compras no e-commerce ou lojas físicas; veja como funciona

Brasil Econômico

Lojas de diversas categorias já têm parceria com plataformas de cashback, facilitando ao usuário ganhar dinheiro de volta
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Lojas de diversas categorias já têm parceria com plataformas de cashback, facilitando ao usuário ganhar dinheiro de volta

Todo mundo gosta de aproveitar promoções e cupons de desconto em suas compras. Isso é muito comum e conhecido entre os consumidores. Muitos deles, no entanto, começaram a apostar em uma nova modalidade: o cashback. Com sistemas do tipo, você consegue receber de volta parte do dinheiro que gastou em uma transação.

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Como funciona o cashback?

Ao fazer uma compra usando o sistema de cashback , o cliente ganha de volta um percentual que varia de loja para loja. O recebimento do dinheiro muda de acordo com cada plataforma, assim como os requisitos para fazer parte do programa. Confira alguns das principais formas de conseguir valores de volta em compras:

1) Méliuz

O Méliuz é uma das plataformas mais conhecidas para ganhar dinheiro de volta em compras online. No site, o consumidor pode pesquisar o nome de uma loja para saber se ela está entre as parceiras e verificar qual a porcentagem que vai ganhar ao efetuar a compra de qualquer projeto na loja. Depois, basta clicar no local indicado para ser redirecionado ao site com o sistema ativado.

Os pagamentos no Méliuz são feitos diretamente na conta bancária do usuário, dando maior liberdade para usar o dinheiro da forma que desejar. Os valores, porém, não são disponibilizados logo após a transação. Depois da confirmação de pagamento da compra realizada, a loja online tem um período de 30 a 60 dias para pagar o Méliuz, que só aí repassa o dinheiro ao consumidor. Além disso, para solicitar o resgate, é necessário ter ao menos R$ 20 em créditos. 

Uma dos recursos mais úteis do Méliuz é o Lembrador. Instalando essa extensão, o usuário será avisado sempre que entrar em um site que oferece o sistema de dinheiro de volta, podendo fazer a ativação com um clique. Apesar de ter maior participação online, a empresa também oferece cashback em algumas lojas físicas parceiras. Pelo aplicativo disponível para iOS e Android é possível ver os estabelecimentos mais próximos. 

Segundo o Méliuz, é possível retornar parte do dinheiro aos clientes porque as lojas pagam a plataforma com a intenção de fazer anúncios e atrair mais compradores. Esses valores são divididos com o consumidor e, assim, todos saem ganhando. 

A plataforma também conta com uma ferramenta que separa as principais ofertas para ganhar dinheiro de volta no dia. Chamada de Super Cashback, essa área do site chega a mostrar produtos com até 50% de retorno aos consumidores. 

2) Beblue

Um dos concorrentes do Méliuz no mercado de cashback é o Beblue. Esta plataforma, no entanto, é totalmente voltada para lojas físicas, sem qualquer tipo de retorno em compras realizadas online. 

Ao baixar o aplicativo, que também está disponível para dispositivos iOS e Android, o consumidor consegue ver as lojas parceiras mais próximas que oferecem o sistema de dinheiro de volta e o percentual que vai receber ao fazer compras em cada uma delas. Ele também pode conferir a distância e um mapa com a localização.

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Para que o retorno do dinheiro seja validado, no entanto, é preciso fazer um cadastro no aplicativo usando o CPF e informar o número no momento da compra. Além disso, também é necessário que a transação seja efetuada por méio de cartão de crédito ou débito das bandeiras Visa, Mastercard ou Hipercard. 

A grande diferença do Beblue é que o dinheiro fica disponível para o usuário já no momento da compra. O problema é que esses valores não pode ser sacados e nem transferidos para uma conta bancária. Portanto, o consumidor tem duas opções: transferir para um amigo que também tenha conta Beblue ou usar esses créditos para fazer compras nos próprios estabelecimentos parceiros, que aceitam essa forma de pagamento. Vale ressaltar que, ao utilizar o saldo para fazer uma compra, não são gerados mais créditos.

No aplicativo da plataforma é possível separar sua busca por categoria e filtrar a ordem dos estabelecimentos que aparecem, que podem ser organizados por distência, percentual de cashback, avaliação dos usuários ou novidades. Há uma grande oferta de empresas do setor de alimentação, como restaurantes, lanchonetes, cafeterias e padarias.

Uma boa dica para usuários do Beblue é utilizar o aplicativo para ganhar dinheiro de volta ao colocar combustível. A plataforma tem parceria com diversos postos de grandes redes que oferecem de 2% a 10% de retorno do pagamento. Com isso, os usuários podem usar o saldo para abastecer de graça após encher o tanque algumas vezes.

3) Trigg

O serviço de cashback do Trigg é diferente dos demais. A startup é uma operadora de cartão de crédito, que oferece o opção em forma de desconto na fatura. Neste caso, o dinheiro de volta vale para qualquer compra, com percentual calculado com base no valor final da fatura. 

A quantidade de dinheiro que o usuário recebe de volta varia de acordo com os gastos no mês. O percentual vai de 0,55%, para quem gasta de R$ 100 a R$ 800, até 1,30%, para quem gasta a partir de R$ 5 mil.

O valor do resgate mensal fica disponível em até 72h após o  pagamento  da fatura. O desconto pode ser usado na próxima fatura ou ser direcionado – em parte ou totalidade – para o programa Triggers, que apoia a educação e aceleração de startups alinhas à ideia de negócio social. Estas empresas voltadas para negócios sociais preveem a utilização do lucro para reinvestimento dentro da própria organização, o que faz com que seja aumentado o impacto social da iniciativa. 

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No caso do Trigg, no entanto, é importante ficar atento a um detalhe: o cartão cobra anuidade de R$ 118,90. Ou seja, o cashback se torna rentável apenas se você gasta cerca de R$ 1.500 por mês. Uma simulação no próprio site da startup mostra que, ao usar este valor mensal no cartão, o consumidor tem 0,70% de dinheiro de volta – o que representa um resgate de R$ 10,50 a cada mês e um total de R$ 126 no ano. 

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