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Audiência com o economista está marcada para o próximo dia 26; Levy pediu demissão do cargo no último domingo (16) após ser criticado por Bolsonaro

joaquim levy
Antonio Cruz/Agência Brasil - 3.4.19
Economista será ouvido pelos deputados na condição de testemunha para dar esclarecimentos sobre a gestão do BNDES

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Câmara dos Deputados que analisa empréstimos do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) decidiu, nesta segunda-feira (17), ouvir o ex-presidente Joaquim Levy.  O economista pediu demissão no domingo (16) após críticas públicas do presidente Jair Bolsonaro (PSL). A audiência de Levy está marcada para o dia 26 deste mês.

O requerimento que propôs a ida de Levy à CPI para falar das supostas irregularidades cometidas no  BNDES em gestões anteriores havia sido aprovado no começo de abril. A data do depoimento, porém, foi definida somente depois do anúncio da demissão.

O economista será ouvido pelos deputados na condição de testemunha para dar esclarecimentos sobre a gestão do BNDES. Instalada em março, a CPI investiga supostas práticas de atos ilícitos e irregulares entre os anos de 2003 e 2015, relacionados principalmente à internacionalização de empresas brasileiras.

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O pedido da abertura da CPI foi feito pelo deputado Vanderlei Macris (PSDB). O objetivo é apurar contratos feitos pelo banco de fomento nos governos do ex-presidentes petistas Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff . Em quatro anos, desde 2016, é a terceira CPI sobre o BNDES.

Demissão de Levy

Na tarde de sábado (15), antes de embarcar para viagem ao Rio Grande do Sul, Bolsonaro afirmou a jornalistas que Levy estava com a "cabeça a prêmio" . Sem ser questionado, o presidente disse que mandou o economista demitir o diretor de Mercado de Capitais do BNDES, Marcos Barbosa Pinto. "Eu já estou por aqui com o Levy. Falei para ele: 'Demita esse cara na segunda-feira ou demito você sem passar pelo Paulo Guedes'", disse.

Marcos Barbosa Pinto foi chefe de gabinete de Demian Fiocca na presidência do BNDES (2006-2007). Ele era considerado, no governo federal, um homem de confiança de Guido Mantega, ministro da Fazenda nos governos Lula e Dilma. Ainda no sábado, ele enviou carta de renúncia a Levy afirmando que decidiu deixar o cargo em razão do "descontentamento manifestado" por Bolsonaro.

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