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Presidente da Câmara lamentou perda do economista e defendeu que era responsabilidade de Paulo Guedes "garantir o equilíbrio" das relações

Rodrigo Maia, presidente da Câmara
Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
Demissão de Levy do BNDES foi "covardia sem precedentes", segundo Rodrigo Maia

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), comentou nesta segunda-feira (17), em evento promovido pela Bandnews em São Paulo, a saída de Joaquim Levy do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Segundo ele, foi uma "covardia sem precedentes" a forma com que o economista deixou o posto.

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Levy deixou o cargo de presidente do BNDES no último domingo, após ameaças públicas feitas pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL) cobrando a demissão de Marcos Barbosa Pinto, que atuou no governo da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) e foi nomeado como chefe da área de Mercado de Capitais do banco.

"Uma pena [para o Brasil] ter perdido um nome como o Joaquim Levy . Em especial, a forma como ele saiu foi uma covardia sem precedentes", declarou Maia. "Não digo nem do presidente , digo de quem nomeou, que é o ministro da Economia [Paulo Guedes]." Segundo o presidente da Câmara, era responsabilidade de Guedes "garantir o equilíbrio dessas relações".

Após as ameaças de Bolsonaro, o ministro da Economia minimizou a situação e disse entender a "angústia" do presidente com a situação. Pouco depois, Levy enviou carta pedindo demissão, agradecendo Guedes pelo convite de servir ao País e desejando sucesso nas reformas. Antes da saída do chefe do BNDES,  Marcos Barbosa Pinto já havia decidido deixar o cargo em virtude do "descontentamento manifestado" de Bolsonaro.

Após o atrito entre governo e a chefia do BNDES , funcionários do banco convocaram  ato para a próxima quarta-feira contra a "antipatriótica desconstrução da instituição, em especial a medida do relator da reforma da Previdência de acabar com os repasses constitucionais do PIS/Pasep para o Banco".