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Em recuperação judicial desde dezembro de 2018, a companhia depende do leilão dos ativos para saldar parte de suas dívidas, que superam R$ 3 bilhões

Avianca Brasil
Divulgação/Avianca Brasil
Justiça adiou decisão sobre leilão de ativos da Avianca e futuro da companhia segue incerto

A Justiça de São Paulo adiou por uma semana a audiência, prevista para esta segunda-feira (10), que analisaria o recurso da Avianca Brasil sobre a liberação do leilão de seus ativos, etapa indispensável para a companhia aérea, que está em recuperação judicial desde dezembro do ano passado, conseguir saldar parte de um endividamento superior a R$ 3 bilhões. 

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O certame, inicialmente marcado para 7 de maio, foi suspenso horas antes de ser realizado por conta de uma liminar obtida pela operadora de serviços aeroportuários Swissport, credora da Avianca, sob a alegação de que o modelo de divisão dos ativos da companhia aérea em sete Unidades Produtivas Isoladas (UPIs) levaria a um aumento da concentração das concorrentes Gol e Latam do espaço aéreo no Brasil.

A apreciação do caso na audiência desta segunda-feira foi suspensa por problemas de saúde do desembargador Ricardo Negrão, que concedeu a liminar à Swissport em maio e é relator do caso na segunda câmara de direito empresarial do Tribunal de Justiça de São Paulo , onde tramitam os processos contra a companhia aérea.

Em função da situação da Avianca , que envolve salários atrasados e greves de tripulantes, a Agência Nacional de Aviação (Anac)  suspendeu em 24 de maio todas as operações da companhia no País. A situação da empresa ainda depende, no entanto, do leilão dos ativos, agora marcado para a próxima segunda-feira (17).