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A taxa mais baixa foi de 8,75% ao ano para 8,5%, enquanto a mais alta caiu de 11% para 9,75%; novos percentuais começam a valer a partir de segunda (10)

presidente da caixa
Valter Campanato/Agência Brasil - 7.1.19
A Caixa também vai lançar uma nova modalidade de crédito imobiliário que substituirá a TR como indexador pelo IPCA

A Caixa Econômica Federal anunciou nesta quarta-feira (5) a redução de 1,25 ponto percentual nos juros cobrados nos empréstimos habitacionais com recursos da poupança e de mercado. A taxa mais em conta baixou de 8,75% ao ano para 8,5%, enquanto a mais alta caiu de 11% ao ano para 9,75%. Os novos percentuais começam a valer a partir da próxima segunda-feira (10).

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O banco também confirmou uma campanha de renegociação para 600 mil famílias mutuárias da casa própria que estão com prestações atrasadas. Os interessados terão como alternativas pagar à vista um valor de entrada e incorporar no saldo devedor as prestações atrasadas, recalculando o valor da parcela, ou utilizar o saldo da conta do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) e alterar a data do vencimento da prestação.

As novas taxas valerão para contratos enquadrados no Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), que usam recursos da poupança e do FGTS para imóveis avaliados em até R$ 1,5 milhão, e no Sistema Financeiro Imobiliário (SFI). A Caixa também vai lançar uma nova modalidade de crédito imobiliário que substituirá a Taxa Referencial (TR) como indexador pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo).

Ao divulgar o corte nos juros, o presidente da Caixa, Pedro Guimarães, explicou que o objetivo do banco é padronizar as condições dos empréstimos tanto no SBPE quanto no SFI. "Estamos corrigindo uma distorção", destacou.

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Além da mudança na correção dos financiamentos, a Caixa vai passar a oferecer um tipo de amortização dos contratos, chamado Tabela Price , em que o tomador começa pagando prestações em valores menores e elas vão subindo ao longo do tempo. Atualmente, o banco trabalha com o sistema SAC (Sistema de Amortização Constante), em que o valor das parcelas são decrescentes.

Esta fórmula é considerada mais segura tanto para os tomadores quanto para as instituições financeiras. Segundo Guimarães, a ideia é deixar o mercado fluir, com menos "dirigismo", acrescentando que essa é uma orientação do ministro da Economia, Paulo Guedes. "[Ao final] A escolha é do consumidor", argumentou, acrescentando que para algumas famílias pode ser mais vantajoso começar pagando menos. 

O programa de renegociação de dívidas da Caixa vale em todo o País. Para mais informações, os clientes podem recorrer ao número 0800-726-8068 (opção 8), ao site www.caixa.gov.br/negociar , às redes sociais e às agências do banco.