Brasil Econômico

Octavio de Lazari, presidente do Bradesco
Divulgação
Bradesco anunciou a compra do BAC Flórida, banco norte-americano, por US$ milhões

O Bradesco fechou a compra do banco norte-americano BAC Flórida pelo valor de US$ 500 milhões (cerca de R$ 2 bilhões), de acordo com comunicado oficial divulgado nesta segunda-feira (6). É a primeira aquisição de um banco desde 2016, com a operação envolvendo o HSBC.

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De acordo com o comunicado, o  Bradesco  disse ter como objetivo ampliar o leque de investimentos e serviços de conta-corrente oferecido a clientes de alta renda no exterior. Segundo o presidente da instituição, Octavio de Lazari, a compra é pontual e não faz parte de uma estratégia ampla de internacionalização do banco.

A última compra de outra instituição financeira pelo Bradesco havia sido o HSBC , aprovada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) em junho de 2016. O órgão havia imposto um prazo de 30 meses, já cumprido, para que o banco brasileiro pudesse fazer novas aquisições.

Atuante no mercado há 45 anos, o BAC Florida oferece, de acordo com o segundo maior banco privado do Brasil, serviços financeiros nos Estados Unidos, com destaque para pessoas físicas de alta renda que não vivem no país. Entre as linhas de atuação está a oferta de crédito imobiliário.

Segundo o Bradesco, o BAC Florida tem 10 mil clientes, e a incorporação desse montante poderia quase dobrar o total de atendidos pelo segmento private (altíssima renda), que atualmente engloba quase 13 mil clientes no Brasil, dos quais 20% brasileiros, 10% norte-americanos, 9% argentinos, 8% mexicanos e 17% são de outros países. O volume de ativos também pode crescer acima dos atuais R$ 200 bilhões. Octavio de Lazari diz acreditar que o BAC pode trazer cerca de US$ 2 bilhões (R$ 7,9 bilhões) ao Bradesco.

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A conclusão da operação entre Bradesco e BAC Flórida ainda depende de aval dos órgãos reguladores do Brasil e dos Estados Unidos, e a expectativa é que o período de espera seja de até oito meses.

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