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Processo permitiria que a empresa negociasse ações na Bolsa, como já faz a Petrobras; o executivo também disse ser contra a privatização dos Correios

presidente dos correios
Reprodução/Twitter
No podcast “Com a palavra, o presidente dos Correios”, Juarez Cunha reforçou ser contra a privatização da estatal

Na mira do programa de privatizações do governo, os Correios iniciaram estudos para abrir o capital da empresa. O processo permitiria que a estatal negociasse ações na Bolsa de Valores, da mesma forma que outras empresas estatais como a Petrobras e o Banco do Brasil. O plano foi mencionado pelo presidente da estatal, Juarez Cunha, no podcast institucional “Com a palavra, o presidente dos Correios”. A informação foi publicada inicialmente pelo  G1 .

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No programa, publicado na última segunda-feira (29), Cunha diz que a ideia de abrir o capital faria parte de um processo de modernização dos Correios . "Também já iniciamos, com vistas à modernização da empresa, estudos para abertura do capital. Isso é uma medida fundamental, importante, de maneira que possamos ter um quadro de sócios minoritários", afirmou Cunha.

O executivo reforçou, no entanto, que é contra a privatização dos Correios. Na avaliação dele, um dos argumentos para se opor à venda da empresa é o fato de que a estatal não é dependente de recursos do Orçamento. Hoje, 18 empresas sob controle da União dependem de repasses do Tesouro Nacional, que chegaram a R$ 19,6 bilhões ano passado.

Cunha frisou ainda que a companhia cumpre um papel estratégico e social, de operar em locais afastados, onde uma empresa privada não atuaria. "Gostaria de destacar, muito importante nessa situação o papel social feito pelos Correios em todos os municípios do País. Esse papel é imensurável e não poderá ser realizado por uma empresa não estatal", defendeu.

Nas últimas duas semanas, ganhou força o plano de privatizar os Correios , uma ideia que tem sido bem vista pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL). Na semana passada, o presidente afirmou, em café da manhã com jornalistas, que  os planos para a operação já foram autorizados e estão sendo elaborados pela equipe econômica.