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Filme "1964, o Brasil entre armas e livros" foi exibido em uma "agenda comemorativa" dos 55 anos do golpe; internautas se revoltam: "Cinemarx"

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Reprodução/Twitter
Cinemark exibe filme pró-ditadura militar e recebe críticas de internautas


A exibição de um filme pró-ditadura no Cinemark causou polêmica na internet. No último domingo (31), quando completaram-se 55 anos da data do golpe militar brasileiro, a rede de cinemas exibiu o longa "1964, o Brasil entre armas e livros".

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A exibição do filme no Cinemark fazia parte de uma "agenda comemorativa de 1964" amplamente divulgada por políticos do PSL (Partido Social Liberal) que se dizem defensores do periodo ditatorial no País.

O documentário, que conta com entrevistas de Olavo de Carvalho, William Waack e o deputado federal Luiz Philippe de Orléans e Bragança, foi realizado pela empresa Brasil Parelo , que produz vídeos sobre a história do Brasil com viés de direita. Em seu site oficial, a produtora diz que o longa promete "resgatar a verdade sobre o período mais deturpado da nossa história".

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) chegou a divulgar o trailer em suas redes sociais, dizendo que o filme traria "falando verdades nunca antes contadas - muito menos pelo seu professor de história". 


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Na internet, a exibição do filme a favor da ditadura militar na rede de cinemas  enfureceu parte dos internautas, que subiam a hashtag #DitaduraNãoSeComemora.











Cinemark diz que cometeu erro e apoiadores do filme se revoltam

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Reprodução/Flickr
Após polêmica, Cinemark disse que cometeu um erro e que a divulgação de mídia partidária não é autorizada dentro da empresa









Com a repercussão do caso, o Cinemark emitiu uma nota em que diz que não se envolve com "questões político-partidárias". A rede de cinemas disse que houve um erro e que não sabia qual era o tema do evento que aconteceria no domingo (31) quando disponibilizou algumas salas para aluguel. "Reforçamos que não apoiamos organizizações políticas ou partidos e não tivemos qualquer envolvimento com a produção deste evento", ressalta.





Em resposta ao cancelamento da exibição do filme sobre o golpe de 1964 , internautas favoráveis à exibição do longa criticaram a decisão. Eles alegam que a empresa já exibiu filmes com conteúdo político, como " Lula , filho do Brasil" e questionam se "Marighella" entrará em cartaz. 

Revoltados, os apoiadores do filme utilizam, no twitter, as hashtags #BoicoteCinemark, que pede para que as pessoas não vão mais à rede de cinemas, e #Cinemarx, em referência à Karl Marx.

O deputado Eduardo Bolsonaro se posicionou novamente: "Liberdade é botar o filme em cartaz e permitir que o cidadão decida o que ver", disse sobre a nota do Cinemark .


































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