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Saldo positivo é 8,5% maior do que o anotado em 2017; para o presidente do banco, a alta nas participações societárias contribuíram para esse resultado

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Tânia Rêgo/Agência Brasil
O presidente do BNDES, Joaquim Levy, destacou o papel das participações societárias do banco no resultado de 2018

O Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) registrou lucro líquido de R$ 6,711 bilhões em 2018, resultado 8,5% maior que o de 2017. O presidente do banco, Joaquim Levy, destacou o papel das participações societárias do BNDES nesse resultado, que subiram de R$ 5,1 bilhões em 2017 para R$ 9,9 bilhões em 2018.

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"Os resultados do BNDES apontam para duas tendências: de um lado, tem o decorrente da carteira de empréstimo, com uma dinâmica menos intensa; do outro, é a parte da carteira de participações acionárias e societárias, que tem sido mais intensa tanto pela realização de valores quanto pelo próprio dinamismo da carteira, especialmente na segunda metade do ano", avaliou.

O resultado positivo dessas participações se deve em parte ao lucro de R$ 6,1 bilhões com vendas de ações. Nesse valor, se destacam os lucros nas vendas de participações na Petrobras , com R$ 2,2 bilhões, e na Vale, com R$ 2,6 bilhões. Ainda que tenha reduzido sua participação, o BNDES também ganhou com a valorização de sua fatia remanescente nessas duas companhias, sendo R$ R$ 1,3 bilhão com a primeira e R$ 790 milhões com a segunda.

Apesar do resultado, Levy afirmou que as variações das participações societárias dão maior instabilidade ao capital do banco. "Elas nos dão grandes alegrias, mas são uma fonte de volatilidade. Estamos tentando encontrar ativos para o BNDESpar que diminuam a volatilidade e que tenham maior valor adicionado", disse o economista, acrescentando que o banco vai buscar maior atuação na área de infraestrutura. 

Em 2018, a carteira de empréstimos do BNDES passou de R$ 560 bilhões em dezembro de 2017 para R$ 520 bilhões em dezembro de 2018, refletindo a redução de investimentos na economia e o amadurecimento da carteira de crédito. As despesas com provisões para risco de crédito somaram R$ 5,9 bilhões, sendo R$ 2,236 bilhões para empréstimos à Venezuela e R$ 2,183 bilhões à Cuba. As demais provisões somam R$ 1,479 bilhão.

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O balanço do BNDES também aponta que as despesas administrativas e de pessoal se mantiveram em torno de R$ 2,2 bilhões. Houve queda na participação dos lucros dos servidores do banco, de cerca de 74%. A razão dessa redução foi o aumento da parcela de lucro do banco que veio de lucros não recorrentes, como as participações societárias.


*Com informações da Agência Brasil