Brasil Econômico

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Divulgação/Prefeitura de Brumadinho
Responsável por tocar a agenda de privatizações do governo, Salim Mattar ainda afirmou que a Vale será "reprivatizada"

O secretário especial de desestatização, Salim Mattar, pediu que a população não "demonize" a Vale pelo rompimento da barragem 1 da Mina Córrego do Feijão em Brumadinho, Minas Gerais. Para Mattar, o responsáveis pela tragédia devem responder no seu CPF, mas a mineradora em si deve ser preservada para manter empregos e a arrecadação de impostos.

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“Um ou dois aviões caem por ano e morrem 120, 130 pessoas. Pede-se que a diretoria da empresa caia ou se demoniza essa companhia?”, questionou. “Em Brumadinho, caíram dois aviões [somando mortos e desaparecidos]. Como seria o tratamento de uma companhia aérea e como estamos tratando a Vale ?”.

O secretário, responsável por tocar a agenda de privatizações do ministro da Economia, Paulo Guedes, também afirmou que a Vale será "reprivatizada" no governo de Jair Bolsonaro (PSL). Mattar acredita os fundos de pensão patrocinados pelo Estado detêm o controle da mineradora e que, portanto, a empresa nunca deixou de ser uma estatal.

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A tragédia de Brumadinho aconteceu no início da tarde de 25 de janeiro. Após o rompimento da barragem da Vale, a lama e os rejeitos de minério invadiram a cidade, deixando 165 mortos e 160 desaparecidos, de acordo com os últimos dados divulgados. Muitas das vítimas eram funcionários ou terceirizados da própria mineradora, que tinha um complexo administrativo no local.

CPI de Brumadinho

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Luis Macedo/Câmara dos Deputados
O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, anunciou a abertura de uma CPI para investigar a tragédia de Brumadinho

A Câmara dos Deputados vai abrir nessa quarta-feira (13) uma comissão geral extraordinária para debater as conseqüências da tragédia em Brumadinho e discutir as circunstâncias e as responsabilidades. Logo no início da sessão, o presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM), anunciou a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar as causas e os culpados pelo incidente.

As discussões ocorrem paralelamente ao funcionamento da comissão externa da Casa que formalizou os compromissos da "Carta de Brumadinho". Na carta, foram definidas prioridades e esforços para impedir que tragédias semelhantes aconteçam e as datas das primeiras audiências públicas.

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Amanhã (14), a comissão externa deve ouvir o presidente da Vale , Fábio Schvartsman, e representantes de órgãos de fiscalização e controle, como o Ministério Público, Ibama, Agência Nacional de Mineração (ANM) e Secretaria de Meio Ambiente de Minas Gerais. Na próxima semana, será a vez de ouvir especialistas do Tribunal de Contas da União (TCU), do Ministério de Minas e Energia e da Agência Nacional de Águas (ANA).

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