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Cliente foi impedido de cadastrar o nome do presidenciável em um totem de atendimento; segundo a empresa, o termo "Haddad" também não é aceito

No vídeo, gravado na última terça-feira (16), um rapaz tenta digitar
Reprodução/Twitter
No vídeo, gravado na última terça-feira (16), um rapaz tenta digitar "Bolsonaro" em um terminal de autoatendimento do Burger King, mas o sistema exibe uma mensagem dizendo que o nome é inválido

Nesta quarta-feira (17), em sua conta no Twiter, o Burger King se defendeu da acusação de fazer campanha contra o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL). O pronunciamento é uma resposta a um vídeo publicado nas redes sociais em que um cliente é impedido de cadastrar o nome do candidato como autor do pedido em um terminal de autoatendimento da rede. 

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No vídeo, gravado na última terça-feira (16), um rapaz tenta digitar "Bolsonaro" no terminal, mas o sistema exibe uma mensagem dizendo que o nome é inválido. A máquina ainda alerta que o Burger King "repudia todo e qualquer ato de discriminação racial, de gênero, classe social ou de qualquer outro tipo" e que a empresa "preza pela igualdade e diversidade".

Ao jornal Correio Braziliense , o Burger King explicou que o sistema dos terminais de autoatendimento foi programado para não aceitar uma série de palavras, sendo a maior parte delas palavrões e xingamentos, especialmente os dirigidos a determinados grupos sociais. É por isso, inclusive, que a mensagem exibida cita o respeito à igualdade e à diversidade.

Durante o segundo turno, ainda segundo a empresa, também foram vetados os nomes dos dois candidatos que concorrem à Presidência para evitar manifestações políticas e discussões entre clientes e/ou funcionários. Para comprovar, o Burger King divulgou um vídeo mostrando que a tentativa de cadastrar o nome de Fernando Haddad , do PT, também falha. Confira:




Anteriormente, o Burger King já havia respondido ao próprio usuário que publicou o vídeo em que tentava cadastrar o nome de Jair Bolsonaro . No Twitter, a empresa reforçou que é apartidária e que os terminais de autoatendimento não permitem a utilização dos nomes de ambos os presidenciáveis "a fim de evitar ruídos e discussões em nossos restaurantes".





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