Tamanho do texto

Anúncio de novas políticas foi feito pelo presidente da empresa, que defende que "todos são bem-vindos"; funcionários da rede passarão por treinamento

Presidente da Starbucks Howard Schultz anunciou nessa sexta-feira (11) que a empresa adotará novas políticas
Reprodução/Wikipedia
Presidente da Starbucks Howard Schultz anunciou nessa sexta-feira (11) que a empresa adotará novas políticas

O presidente da Starbucks Howard Schultz anunciou nessa sexta-feira (11) que a empresa adotará novas políticas e que todos os banheiros da rede serão abertos ao público – sejam consumidores ou não.

Leia também: Funcionária é indenizada em R$ 7 mil após trabalhar sem acesso à água potável

“Não queremos nos tornar um banheiro público, mas daremos a chave para as pessoas”, afirmou Schultz, durante um debate em Washington DC. “Todos são bem-vindos ao Starbucks , não queremos que ninguém se sinta como se não pudesse ir ao banheiro porque não merece”, completou.

O anúncio acontece depois de um caso de racismo dentro de uma loja na Filadélfia no mês passado. Dois homens negros foram presos depois de pedirem para usar o banheiro, mas um funcionário respondeu que “o uso era restrito aos clientes que consomem na loja”. Mesmo depois disso, Rashon Nelson e Donte Robison permaneceram sentados sem pedir nada, pois aguardavam um amigo, mas a gerente da loja decidiu chamar a polícia.

Os momentos em que os dois são detidos foram gravados por outra cliente da loja que ficou indignada e decidiu compartilhar as imagens nas redes sociais. Assim, o caso foi a público e gerou indignação, tornando-se grande problema para as relações públicas da rede.

Treinamento contra racismo na Starbucks

Agora, depois de a empresa pedir “desculpas” aos dois homens envolvidos no caso e de o estado da Filadélfia pagar uma indenização simbólica de US$ 1, também foi anunciado que todos os funcionários receberão um treinamento contra “comportamentos discriminatórios”.

Rashon Nelson e Donte Robison foram presos em loja da Starbucks; caso de racismo gerou indignação pública
Reprodução/CNN
Rashon Nelson e Donte Robison foram presos em loja da Starbucks; caso de racismo gerou indignação pública

A empresa ainda orientou aos empregados de que “se alguém precisar usar o banheiro, por favor, deixe. Mas se a segurança desse cliente, de outros clientes ou de parceiros estiver em risco, use seu guia de referência rápida para obter orientação sobre qualquer ação a ser tomada”, segundo informou um porta-voz.  

A Starbucks informou que vai fechar suas oito mil lojas nos Estados Unidos na tarde de 29 de maio para conscientizar os funcionários sobre o preconceito racial. O treinamento para 175 mil trabalhadores “será o maior de seu tipo acerca de um dos assuntos e problemas mais sistêmicos que nosso país enfrenta”, destacou Schultz.  

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.

    Notícias Recomendadas